*Com informações da repórter Bibiana Borba
Lideranças das associações de policiais militares e o comando da Brigada Militar (BM) divergem sobre os efeitos dos protestos na presença de PMs nas ruas no Rio Grande do Sul. Enquanto a Associação dos Policiais Militares do Estado do Rio Grande do Sul (APM/RS) afirma que as mobilizações ganharam força nesta terça-feira a BM diz que o número de manifestantes tem diminuído.
Em Porto Alegre, os piquetes ocorreram em algumas unidades, como no 9º BPM e no 1º BOE. O presidente da Associação dos Policiais Militares do Estado do Rio Grande do Sul (APM/RS), Dalvani Albarello, declarou que apenas os parentes podem defender os policiais. “Não temos dinheiro para pagar nossas contas e muitas pessoas ainda estão pisando no resto de dignidade que estamos tentando manter por nossos familiares, os quais são os únicos que podem nos defender”, afirmou.
Já o presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho – Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas, acredita que o movimento mostrou para a sociedade a situação da categoria. De acordo com ele, a paralisação ocorreu em unidades da corporação presentes em 356 cidades gaúchas.
O Comando da Brigada Militar, no entanto, garante que o número de protestos que restringem a saída de equipes para o policiamento nesta quarta-feira é consideravelmente menor do que o de ontem. Há registros de bloqueios em batalhões de nove municípios gaúchos: Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo, Santana do Livramento, Santiago, Santa Maria e Uruguaiana.
O chefe da Comunicação Social da BM, Major Ronie Coimbra, diz que não há qualquer confirmação de que entidades que aderem à paralisação de servidores tenham ligação com a ameaça de bomba no viaduto da Silva Só nesta manhã. “É muito prematuro para dizer. Pode ter sido qualquer funcionário ou pessoa que tenha aproveitado a situação. Mas o Gate conseguiu sair do BOE, depois que o comando do BOE tentou de todas as formas evitar um confronto com aquelas pessoas”, ressaltou.
As associações de esposas e familiares dos brigadianos haviam afirmado que permitiriam o deslocamento de equipes para atender emergências mas, nesta manhã, diante da ameaça de bomba, tentaram impedir a ação do Gate. Manifestantes também afirmam que tentarão desguarnecer o policiamento programado para o jogo Inter x Vasco da Gama, que acontece às 19h30min no Beira-Rio,.
O representante do comando da corporação garantiu que, apesar dos protestos anunciados para todo o dia, há estratégia previamente organizada para a segurança da partida“A gente já estava com estratégias prontas caso tivéssemos dificuldades semelhantes à de ontem ou até maiores, até porque hoje temos jogo do Inter. Já temos estratégias para cobrir o evento e continuamos garantindo que o jogo vai se realizar e que os torcedores possam se dirigir ao estádio sem problema algum”, afirma.
Lideranças de PMs e comando da Brigada Militar divergem efeitos dos protestos
Familiares de policiais realizam bloqueios em nove municípios gaúchos