Os ônibus da linha 376 - Herdeiros, que há dois meses teve um coletivo incendiado em ataque que faria parte de uma guerra do tráfico de drogas em Porto Alegre, não saíram da garagem na manhã desta segunda-feira no bairro Lomba do Pinheiro, na zona Leste da cidade. A exemplo de outras ocasiões, os rodoviários alegaram falta de segurança na região que dá acesso ao Beco dos Cafunchos.
Incêndio
Segundo a Brigada Militar (BM), em 22 de junho, dois homens renderam um motorista da linha Herdeiros quase no final da linha, no Beco dos Cafunchos. A dupla ordenou que o condutor, o cobrador e os passageiros descessem do veículo e atearam fogo no coletivo. O motorista implorou para que não fosse incendiado, após o molharem com gasolina.
Conforme testemunhas, um carro estaria dando cobertura aos criminosos. O incêndio no ônibus teria sido provocado pela disputa por tráfico de drogas entre gangues rivais.
Após o ataque ao coletivo, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo em postes de energia elétrica. Por isso, parte da região está sem luz.O Batalhão de Operações Especiais (BOE) também prestou atendimento.
Linha de ônibus incendiado não circula em bairro de Porto Alegre
Rodoviários do Herdeiros alegaram falta de segurança no Beco dos Cafunchos