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Litoral Norte registra alta incidência de águas-vivas

Infestação de mães d’água assusta banhistas

Infestação vem assustando banhistas do Litoral Norte
Infestação vem assustando banhistas do Litoral Norte Foto : Samuel Maciel
Uma infestação de mães d’água vem assustando os banhistas das águas do Litoral Norte. Desde a última terça-feira, observa-se uma grande presença de algumas espécies do animal no mar, também chamado de água-viva.
Em Capão da Canoa, o Posto de Pronto-Atendimento da prefeitura, que funciona 24 horas, registra pelo menos 20 atendimentos diários devido a queimaduras. “Quarta-feira foi o dia em que mais fizemos esse tipo de atendimento”, informa a enfermeira-chefe do plantão, Ticiane Ferrão Gamalho.

As mais afetadas são as crianças, que reclamam da irritação cutânea provocada pelas células urticantes presentes nos tentáculos do animal. A orientação médica é que as vítimas procurem atendimento em postos de saúde ou hospitais para verificar a intensidade da lesão e a repercussão no organismo. “O melhor é usar compressas com soro fisiológico e analgésicos. Tudo menos pomada”, aponta o médico Victor Hugo Teixeira Kaul, do Posto 24 horas de Capão.

Uma solução caseira é a aplicação de vinagre, medida também recomendada pelos salva-vidas à beira-mar. Segundo orientação médica, a medida ajuda mais a conter a irritação do que apenas lavar o ferimento em água salgada corrente. Quando a queimadura ocorre no mar, a água doce deve ser evitada, pois a mudança de tonicidade pode causar a liberação de mais peçonha. O uso de álcool, amônia ou urina também deve ser evitado. No Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, é aplicado um produto chamado de Pasta da Água para alívio da pele no local da lesão.

A infestação ocorre porque a água do mar está mais aquecida, o que atrai as mães d’água para a costa. No posto 76 de Capão da Canoa, a orientação dada aos banhistas vítimas de queimaduras é de não esfregar o ferimento. “Se a pessoa não é alérgica, em 30 minutos a irritação passa”, informa a dupla de salva-vidas, que afirma estar acostumada a se queimar pelo contato com o animal durante o verão. As espécies de águas-vivas que rondam o Litoral gaúcho nessa época não são letais aos seres humanos.