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Livramento decreta situação de emergência devido à estiagem

Lavouras de milho, soja, feijão e culturas de subsistência foram prejudicadas

Livramento decreta situação de emergência devido à estiagem
Livramento decreta situação de emergência devido à estiagem Foto : Divulgação J. cavalheiro
A cidade de Livramento, na Fronteira Oeste do Estado, assinou na tarde desta segunda um decreto de situação de emergência, devido à seca que atinge a área rural do município. A estiagem, que se prolonga há 90 dias na região, provoca perdas nas lavouras de milho, soja, feijão e culturas de subsistência, além de prejudicar a criação de gado de corte e a bacia leiteira.

A Defesa Civil do Estado ainda não foi informada sobre a assinatura, mas recebeu uma Notificação Preliminar de Desastre (Nopred) com informações sobre os efeitos da estiagem. O levantamento da situação no município foi realizado pela Emater, pela Secretaria de Agricultura de Livramento e pela Defesa Civil do Município, e constatou grandes perdas devido à escassez de água em açudes e nas fontes naturais que abastecem o consumo humano e animal.

Na região dos Galpões, moradores estão sem água para o consumo humano. Em outras localidades, o gado foi solto nos corredores para ter acesso às escassas aguadas. Segundo o prefeito Wainer Machado, conforme prova dococumental, todas as regiões do interior foram atingidas. Não foi informado o montante dos prejuízos até agora. O decreto tem vigência por 90 dias e, de acordo com a resolução do Conselho Nacional de Defesa Civil, a intensidade do desastre é de nível II.

A região Sul do Estado vem sofrendo com a seca. Candiota, Herval e Pedras Altas já decretaram situação de emergência, mas também foram afetadas pela estiagem Hulha Negra, Bagé, Pinheiro Machado, Lavras do Sul, Piratini, Cerrito, Pedro Osório, Dom Pedrito e Aceguá. Os prefeitos dessas cidades estiveram reunidos na sexta-feira com representantes do governo do Estado, Emater e Defesa Civil no Palácio Piratini, a fim de identificar necessidades e estragos causados pela seca e fornecer dados para nortear ações de apoio.

Bagé também sofre com a seca


O município de Bagé também acumula prejuízos com e estiagem e pode decretar em breve situação de emergência. Entidades do setor produtivo se reunião com prefeito, Luis Eduardo Colombo dos Santos, na próxima sexta-feira, dia 14, para definirem o possível decreto de situação de emergência no município.

Conforme relatório divulgado pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural, o plantio das culturas de verão sofreu uma diminuição significativa. Apenas 12 mil hectares da área prevista para o plantio de soja, de 15 mil hectares, foram cultivados. O arroz perdeu cerca de 15% de sua área programada. A safra de milho também contabiliza prejuízos. Das sete toneladas de sementes do programa Troca-Troca do Governo do Estado, cinco ainda se encontram armazenadas.

O nível de reprodução dos bovinos de corte está reduzido e a comerciaização dos animais também é prejudicada pela falta de alimentação adequada e de água, já que há diminuição do pesodos bovinos. A Cooperativa Agrícola Mista Aceguá Ltda (Caml) registrou uma queda de 30% na produção de leite, enquanto produtores da Associação Bageense de Leite Abaleite ) estimam uma perda de 15% a 20%.

Conforme secretário municipal do Desenvolvimento Rural, Émerson Meneses, a situação está delicada no interior do município. “Em algumas localidades, os produtores de hortaliças trabalham com apenas 30% da capacidade de seus resarvatórios de água. Se não chover em 45 dias um volume considerável de chuva, a produção terá perda total”, aponta.

Na reunião da última sexta-feira, em Porto Alegre, foi decidido que serão solicitados junto a Defesa Civil vinitanques de 4.500 mil litros de água e caixas d'água para abastecer as localidades necessitadas.


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