A secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, disse que a provável causa do deslizamento no Morro da Bumba na noite desta quarta-feira foi uma explosão de gás metano em decomposição do antigo lixão situado no alto da montanha, em Viçoso Jardim, Niterói, região metropolitana do Rio. O lixo em decomposição formou uma bolsa de gás metano que, em contato com o ar, causou a explosão ouvida pelos moradores.
"Trata-se de um terreno insalubre e ainda que não houvesse tamanha instabilidade nunca deveria ter sido ocupado", declarou a secretária. Só na tarde de hoje, os bombeiros retiraram três corpos dos escombros no morro. Cinquenta casas haviam sido construídas sobre o lixão.
Já são dez o número de mortos no local, além de cerca de 200 desaparecidos. O governador Sérgio Cabral está à caminho do local da tragédia. O prefeito Jorge Roberto Silveira chegou no morro ao meio-dia, quinze horas depois do deslizamento.
Em outro ponto da cidade, na Travessa Iara, no Cubango, quatro corpos foram retirados de escombros - mãe e três filhos estavam desaparecidos desde a madrugada de terça-feira.
Verba emergencial
Em nota divulgada nesta manhã, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), confirmou que o governo federal liberou R$ 200 milhões para obras emergenciais e o socorro às vítimas das chuvas na capital fluminense e cidades da região metropolitana.
Segundo a nota, o ministro da Integração Nacional, João Reis Santana Filho, prometeu a liberação imediata dos recursos em conversa por telefone com o governador. Do total, R$ 90 milhões serão destinados à capital e outros R$ 110 milhões serão aplicados em Niterói, São Gonçalo e outras cidades do Grande Rio atingidas pelas chuvas.
Lixo em decomposição teria causado explosão no Rio
Material formou uma bolsa de gás metano que entrou em contato com o ar