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Lixo toma conta das ruas de Livramento

Empresa que presta o serviço alega que, dos três caminhões utilizados, dois estão quebrados

Lixo toma conta das ruas de Livramento
Lixo toma conta das ruas de Livramento Foto : Daniele Delgorucov / Especial CP
Quase todos os bairros de Livramento estão desde o Natal sem o recolhimento de lixo domiciliar realizado por uma empresa particular que presta serviço à prefeitura da cidade. Trabalhadores da empresa, revoltados por não receberem o 13° salário, chegaram a paralisar as atividades como forma de protesto. A empresa alegou que dos três caminhões empregados no serviço, dois estavam quebrados e aguardavam pela manutenção. O único veículo em operação foi empregado na área central, onde o serviço está normalizado.

Mesmo com a promessa de regularizar a situação no menor tempo possível, o lixo continua acumulado em frente das residências e provocam mal cheiro e proliferação de moscas e ratazanas. Para a dona-de-casa Alice de Souza, moradora no bairro Registro, além de não contar com um hospital público, agora os bairros convivem com essa ameaça à saúde das pessoas, pois são milhares de sacos de lixo jogados a céu aberto, em todos os cantos da cidade. Em alguns locais, cães de rua contribuem para espalhar os detritos que são levados pela água da chuva para bueiros e córregos que acabam entupidos ou assoreados.

Um grupo de moradores da avenida Saldanha da Gama, nas imediações do Parque de Exposições, cansaram de esperar. Eles prometem colocar os sacos de lixo no meio da pista para chamar a atenção das autoridades municipais. Com a falta de atendimento nesse serviço, carroceiros e catadores estão cobrando entre R$ 1 e R$ 2 pelo recolhimento do lixo de cada casa. O destino dado aos resíduos é desconhecida.

O secretário municipal de Serviços Urbanos, Marcirio Silva, notificou a empresa para que restabeleça o serviço com maior brevidade. Ele adverte que, se não houver o cumprimento pleno da demanda, o contrato será rompido. Nesta tarde, um outro caminhão entrou em operação e a empresa prometeu contratar emergencialmente 20 trabalhadores avulsos para restabelecer os trabalhos. Marcírio Silva estima que até a próxima segunda-feira, a situação estará normalizada.

Livramento produz diariamente entre 60 e 70 toneladas de lixo por dia, que é enviado à área de transbordo no Rincão da Bolsa e depois embarcado em caminhões com destino a um aterro sanitário, em São Gabriel.