A oceanóloga Paula Canabarro relatou que o lobinho estava bastante cansado, por isso, inicialmente ele iria apenas descansar. Depois, passaria por exames físicos para verificação do seu estado geral. O tratamento do animal também inclui hidratação e alimentação, entre outros procedimentos.
Também nesta segunda-feira, outro lobo-marinho juvenil, que estava em tratamento no Centro de Recuperação há duas semanas, foi liberado. Técnicos do Nema o levaram para reintroduzi-lo no mar. O animal havia chegado ao Cram debilitado e magro, mas em duas semanas se recuperou.
Paula Canabarro observa que a maioria dos animais dessa espécie se reproduz em ilhas do Uruguai e da Argentina, e nos meses de inverno e primavera migram para a costa gaúcha para alimentar-se. Muitos vão para a praia simplesmente para descansar e depois retomar sua migração, o que significa que é normal eles aparecerem na orla. “A praia é lugar deles”, afirma a oceanóloga. Somente os debilitados são levados para o Cram.
A oceanóloga orienta as pessoas que os virem na praia a fazerem contato o Museu Oceanográfico (53-3232.9107) ou com o Nema (53-3236.2420), que enviarão técnicos para verificarem as condições dos animais.