A morte do menino Andrei Machado Lissaraca, de dez anos, registrada em 30 de dezembro em Capão Novo, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de negligência. Ele morreu 15 minutos depois de ter sido resgatado e recebido os primeiros socorros da equipe de salva-vidas da guarita vizinha. No ponto em que se afogou, a estrutura estava vazia.
Em 29 de dezembro, o corpo de Luiz Adriano Marques de Souza, de 15 anos, foi encontrado a dois quilômetros da guarita 225, onde se afogou na segunda-feira, na praia da Solidão, em Mostardas. Ele também se afogou em horário de intervalo de salva-vidas. Na noite de quinta, os bombeiros de Cidreira localizaram o corpo de Ilário José Simonet, de 50 anos, que morreu afogado perto da guarita 194, por volta das 20h, em uma área com salva-vidas.
Em Arroio do Sal, Litoral Norte, os bombeiros retomaram as buscas a um jovem de 18 anos, identificado como João Clóvis Júnior. A vítima sumiu no fim da tarde de sexta, conforme o relato de um irmão, que foi resgatado pelos salva-vidas. A dupla pescava em em uma área sem guarita, quando João Clóvis desapareceu.
Desde 18 de dezembro, quando foi lançada, a operação Golfinho contabilizou 718 salvamentos, 681 no litoral Norte, 21 no litoral Sul e 16 em águas internas. O total supera em mais de 40% os registros no mesmo período, em 2009.
Neste fim de semana, os salva-vidas operam sem intervalo ao meio-dia. Em razão do intenso volume de banhistas nas praias, os salva-vidas podem, inclusive, ultrapassar o horário de trabalho e permanecer nas guaritas até o anoitecer.
Nas estruturas classificadas pela Brigada Militar de não-permanentes, os salva-vidas fazem intervalo para almoço, atuando das 9h às 12h30min e das 15h30min às 19h. A falta de pessoal impede que as guaritas fiquem com profissionais durante o dia todo.