O terminal que fica abaixo do Viaduto da Conceição já registra filas numerosas. De lá, partem coletivos com destino a cidades como Esteio, Canoas, Alvorada e São Leopoldo. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) fechou a Área Azul da avenida Alberto Bins para o estacionamento dos ônibus extras, colocados à disposição por parte das empresas para auxiliar o deslocamento da população. Agentes da EPTC auxiliam e orientam o trânsito no local. Cerca de 170 mil pessoas utilizam o metrô de superfície diariamente e são afetados pela paralisação.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trecho da BR 116 de Porto Alegre até Novo Hamburgo já apresenta lentidão, com pontos de retenção distribuídos ao longo da extensão da rodovia.
MPF pedirá que Polícia Federal investigue o Sindimetrô
O Ministério Público Federal (MPF) em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, vai pedir abertura de inquérito na Polícia Federal para que sejam apurados possíveis crimes cometidos pela direção do Sindimetrô/RS durante a paralisação desta segunda-feira. A decisão decorre do descumprimento da ordem do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), que determina que os trens operassem nos horários de pico.
Para o procurador da República Celso Tres, os sindicalistas incorreram, entre outros delitos, no de paralisação do trabalho de interesse coletivo e desobediência judicial sobre suspensão de direito.
Metroviários devem pagar multa devido à paralisação
A procuradora regional do trabalho Beatriz Junqueira Fialho lamentou que os metroviários tenham descumprido a decisão judicial que determinou o funcionamento dos trens das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. Cada horário de pico descumprido resultará em multa de R$ 70 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transporte Metroviários e Conexas do RS (Sindimetrô/RS), totalizando R$ 140 mil. "Embora os dirigentes do sindicato não tenham sido localizados pelos oficiais de Justiça para serem notificados quanto à punição, em nada impede a aplicação das multas", observou.
Na quinta-feira, durante assembleia, a categoria decidiu paralisar as atividades a fim de cobrar a concessão de aumento salarial de 21%, referente a perdas da inflação dos últimos nove anos, entre outras demandas. Devido à paralisação, a inauguração de duas novas estações do metrô de superfície, a Rio dos Sinos, em São Leopoldo, e a Santo Afonso, em Novo Hamburgo, foi cancelada.
Além do reajuste, a categoria exige o fim da terceirização de serviços, que causa dificuldade aos metroviários no exercício do trabalho e contribui para a má qualidade do serviço, segundo o presidente. Os funcionários ainda questionam a intenção da Trensurb, que deseja inaugurar outras duas estações com o mesmo número de trabalhadores. Eles querem ao menos 150 novas pessoas para que isso ocorra.