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Lula disponibiliza Marinha e Aeronáutica para auxílio ao Rio

Pelo menos 77 pessoas morreram em consequência da chuva que atinge o Estado desde ontem

Temporal no Rio deixou muitas famílias ilhadas
Temporal no Rio deixou muitas famílias ilhadas Foto : Vanderlei Almeida - AFP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã desta terça-feira que a Marinha e a Aeronáutica estão à disposição para ajudar o governo do Estado e a prefeitura do Rio de Janeiro nas ações emergenciais de atendimento às vítimas das chuvas. No entanto, o presidente afirmou ter sido informado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) que não há necessidade imediata de ajuda material.

"A ajuda material que o governador e o prefeito precisarem, tudo isso está pronto e à disposição, mas me parece que não é o caso. O que precisa é conscientização para evitar que as pessoas ocupem áreas de risco", afirmou o presidente ao deixar o hotel Copacabana Palace.

Lula disse que pretende incluir na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) recursos para garantir um melhor sistema de drenagem na capital fluminense, "para ver se conseguimos, em 10 ou 15 anos, ter uma cidade menos sofrida do que temos hoje".

Além desse efetivo, a Polícia Militar do Rio está realizando ações táticas nas ruas com equipes de motociclistas do Batalhão de Choque (BPChq) que estão em pontos-chave, onde a retenção do trânsito possa se tornar risco de assalto para os motoristas.

As aeronaves e embarcações do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) estão à disposição da Defesa Civil para apoio em suas ações de resgate, bem como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Vítimas
A chuva já causou a morte de 77 pessoas, vítimas de deslizamentos de terra ou desabamentos na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana, segundo levantamento do Corpo de Bombeiros. Outras 89 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes dos bombeiros, que prosseguiam, por volta das 13h45min, as buscas a outros 13 desaparecidos.

Aeroportos

No Aeroporto Santos Dumont, no centro da capital fluminense, a situação dos voos se normaliza aos poucos. Por causa da chuva, a pista ficou fechada para pousos e decolagens até as 9h10, quando passou a operar apenas por instrumentos - quando o piloto necessita de equipamentos especiais para alinhar a aeronave com a pista.

Até as 13h, 40 voos foram cancelados - o que representa 55,6% do total previsto até o horário. Outras 15 operações (20,8%) tiveram atrasos. No Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), 41 aeronaves partiram ou chegaram fora do horário.