O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insinuou nesta sexta-feira, que o vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ter sido armação política para atingir o governo federal. O presidente afirmou que "não vê sentido" na venda das provas para a imprensa. Nem acredita que alguém pudesse se sentir prejudicado pela realização do exame.
"Se a pessoa pensou que estava prejudicando o governo, essa pessoa na verdade foi um irresponsável que prejudicou a tentativa de milhões de jovens brasileiros de entrar na universidade", disse Lula. Os comentários foram feitos em coletiva de imprensa durante visita do presidente da àfrica do Sul, Jacib Zuma.
A aplicação do exame, inicialmente marcada para acontecer no último fim de semana (3 e 4 de outubro), foi cancelada no dia 30 de setembro após denúncia do jornal "O Estado de S.Paulo", que foi procurado por pessoas interessadas em vender a prova.
A Polícia Federal investiga o vazamento da prova e já indiciou cinco pessoas que estariam envolvidadas no furto da prova da gráfica responsável pela impressão dos cadernos. A principal suspeita dos policiais é que ela tenha sido furtada por funcionários de uma empresa contratada para trabalhar na gráfica.
Após o vazamento, o ministério rompeu o contrato com o consórcio de empresas responsáveis pela prova o Conasel. Cesgranrio e Cespe, empresas que já realizaram edições anteriores do Enem, serão as novas responsáveis pelas provas.
Com informações do R7.
Lula insinua que houve armação política em fraude do Enem
Presidente "não vê sentido" em venda da prova