Márcia era enfermeira e trabalhava na Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Capital. Colegas de trabalho pretendem realizar um ato contra a violência à mulher no dia 1º de agosto, ao meio-dia, no Largo Glênio Peres, no Centro da Capital. Na saída do cemitério, amigas da vítima, que pediram para não ser identificadas, disseram que a vítima era uma profissional simpática e responsável.
Uma servidora da SMS relatou que Márcia teria confidenciado a colegas que há pelo menos 20 dias vinha sofrendo ameaças do marido. O delegado Cléber Lima dos Santos, titular da 1ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), já solicitou à Justiça a prisão preventiva do farmacêutico bioquímico Enio Luiz Carnetti, 46, suspeito de matar a mulher e o filho a facadas, por ciúmes. Ele deverá prestar depoimento após receber alta no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Carnetti tentou cometer suicídio ao saltar de uma ponte sobre o Saco da Alemoa, na BR 290.
O irmão de Márcia, Rafael Calixto, disse que o cunhado e principal suspeito do crime sempre foi um “bom pai” e que o filho “idolatrava a figura dele”. Segundo ele, o casal vinha sofrendo crises no relacionamento e a irmã estava sendo perseguida pelo cunhado nos últimos dias. “Jamais pensei que ele fosse cometer uma atrocidade dessas”, afirmou. Calixto disse que a empregada comentou que o casal vinha brigando muito e que sempre que a enfermeira resolvia sair de casa o marido ia atrás. De acordo com Calixto, a família está muito abalada e quer entender o que aconteceu.