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Mãe e filho assassinados na zona Sul de Porto Alegre são sepultados

Irmão da vítima disse que o casal estava em crise e que irmã era perseguida pelo marido

Sepultados mãe e filho assassinados na zona Sul de Porto Alegre
Sepultados mãe e filho assassinados na zona Sul de Porto Alegre Foto : André Ávila
Os corpos de Márcia Calixto Carnetti, 39 anos, e do filho, Matheus Carnetti, 5 anos, assassinados em casa, na zona Sul de Porto Alegre, foram sepultados nesta sexta-feira, no Cemitério São Miguel e Almas. Mais de 100 pessoas compareceram à solenidade. Inicialmente marcado para as 11h30min, o enterro teve um pequeno atraso. Três agentes da Polícia Civil gaúcha compareceram ao cemitério. A entrada da imprensa não foi permitida.

Márcia era enfermeira e trabalhava na Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Capital. Colegas de trabalho pretendem realizar um ato contra a violência à mulher no dia 1º de agosto, ao meio-dia, no Largo Glênio Peres, no Centro da Capital. Na saída do cemitério, amigas da vítima, que pediram para não ser identificadas, disseram que a vítima era uma profissional simpática e responsável.

Uma servidora da SMS relatou que Márcia teria confidenciado a colegas que há pelo menos 20 dias vinha sofrendo ameaças do marido. O delegado Cléber Lima dos Santos, titular da 1ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), já solicitou à Justiça a prisão preventiva do farmacêutico bioquímico Enio Luiz Carnetti, 46, suspeito de matar a mulher e o filho a facadas, por ciúmes. Ele deverá prestar depoimento após receber alta no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Carnetti tentou cometer suicídio ao saltar de uma ponte sobre o Saco da Alemoa, na BR 290.

O irmão de Márcia, Rafael Calixto, disse que o cunhado e principal suspeito do crime sempre foi um “bom pai” e que o filho “idolatrava a figura dele”. Segundo ele, o casal vinha sofrendo crises no relacionamento e a irmã estava sendo perseguida pelo cunhado nos últimos dias. “Jamais pensei que ele fosse cometer uma atrocidade dessas”, afirmou.  Calixto disse que a empregada comentou que o casal vinha brigando muito e que sempre que a enfermeira resolvia sair de casa o marido ia atrás. De acordo com Calixto, a família está muito abalada e quer entender o que aconteceu.


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