Conforme Amaral, a médica agiu com imperícia ao perfurar o intestino de Maria de Fátima Machado, atingindo o lado direito do cólon da vítima. Além disso, segundo o delegado, a profissional foi negligente, ao não atender a paciente quando a equipe de enfermagem informou que ela sentia dor. “Foi um ato realizado de maneira imperita e negligente, por isso uma omissão culposa. Cabe ao Ministério Público avaliar se oferece denúncia à Justiça”, destacou o delegado.
Após a morte da paciente, ocorrida em 3 de junho, o assessor jurídico da Santa Casa, André Gandra, informou que havia ocorrido uma reunião com a cirurgiã, o diretor técnico e o pessoal administrativo da Santa Casa para verificar se havia ocorrido algum erro ou falta imputável ao hospital. Segundo ele, o procedimento transcorreu normalmente. "A cirurgia foi gravada e fotografada e a médica dispõe de provas de que não houve nenhum problema", relatou na época.
Vanessa Machado, filha de Maria de Fátima, falou que a mãe chegou a ser medicada com morfina, mas a enfermagem insistiu que era normal no pós-cirúrgico. No entanto, "uma enfermeira chegou a comentar que ela estava sangrando muito", salientou a filha. Conforme Vanessa, a médica foi chamada três vezes ao hospital e só compareceu perto das 4h30min, quando a paciente teve uma parada cardíaca.