De acordo com o prefeito Daniel Bertholdi (PSDB), uma sindicância interna também foi aberta para apurar o problema, registrado nos dias 19 e 20. "É um caso de total irresponsabilidade e, se o médico assumiu compromisso com o município e não cumpriu, tem de ser punido", afirmou. Ele diz que o número de pacientes atendidos pela mulher ainda está sendo apurado, assim como outros detalhes referentes ao caso. Mas já se sabe que o médico teria pegado carona em uma ambulância até a cidade de Passos (MG), onde ele permaneceu, tendo sua namorada retornado e ocupado o seu lugar no hospital.
Durante o tempo em que esteve à frente do consultório, a mulher prescreveu remédios utilizando receitas assinadas pelo médico. O caso foi registrado na polícia como averiguação de exercício ilegal da medicina. Testemunhas e envolvidos serão chamados para depor. Na prefeitura, algumas pessoas já foram ouvidas, incluindo o motorista da ambulância que confirmou o transporte do casal. A mulher envolvida seria estudante da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em Montes Claros (MG). Ela e o médico não foram localizados para comentar as denúncias.