Em apoio ao médico afastado, funcionários da unidade de saúde suspenderam os atendimentos no local ontem. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) garante, no entanto, que o posto dispõe de outros profissionais e que o serviço deve se normalizar a partir das 8h de segunda-feira.
A confusão ocorreu depois que uma paciente, com quadro de trombose, solicitou atendimento médico no posto. O clínico geral teria, inicialmente, se recusado a atendê-la, alegando falta de informações na receita para iniciar o procedimento. Após encerrar a consulta anterior, o médico atendeu a mulher, mas houve uma discussão entre eles. Inconformada com a situação, a paciente solicitou apoio da Brigada Militar (BM).
O problema teria se agravado com a chegada dos PMs. Conforme uma funcionária do posto, que não quis se identificar, houve truculência por parte da polícia. “Ele (brigadiano) avançou no médico, estava arrastando o médico para rua (…) um segundo brigadiano também me pegou pelo braço e disse ‘quem manda aqui somos nós’ e me atirou para rua. O médico ficou com a mão toda machucada devido à agressão deles (policiais)”, desabafou.
Em entrevista à TV Record, o comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Oto Amorim, rebateu a posição da funcionária e garantiu que os policiais agiram de forma correta. Além disso, afirmou que o médico não quis se identificar e que chamou os policiais de “brigadianozinhos”. O médico foi preso por desacato e conduzido à Delegacia de Polícia, mas liberado em seguida.