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Médico solicita licença após confusão em posto de Porto Alegre

Clínico geral discutiu com paciente e BM foi acionada

O clínico geral que discutiu com uma paciente e com policiais militares (PMs) em posto de saúde da zona Sul de Porto Alegre solicitou licença-prêmio de 30 dias. O pedido foi feito nessa quinta e o benefício foi concedido pela Prefeitura da Capital. 

Em apoio ao médico afastado, funcionários da unidade de saúde suspenderam os atendimentos no local ontem. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) garante, no entanto, que o posto dispõe de outros profissionais e que o serviço deve se normalizar a partir das 8h de segunda-feira.

A confusão ocorreu depois que uma paciente, com quadro de trombose, solicitou atendimento médico no posto. O clínico geral teria, inicialmente, se recusado a atendê-la, alegando falta de informações na receita para iniciar o procedimento. Após encerrar a consulta anterior, o médico atendeu a mulher, mas houve uma discussão entre eles. Inconformada com a situação, a paciente solicitou apoio da Brigada Militar (BM).

O problema teria se agravado com a chegada dos PMs. Conforme uma funcionária do posto, que não quis se identificar, houve truculência por parte da polícia.  “Ele (brigadiano) avançou no médico, estava arrastando o médico para rua (…) um segundo brigadiano também me pegou pelo braço e disse ‘quem manda aqui somos nós’ e me atirou para rua. O médico ficou com a mão toda machucada devido à agressão deles (policiais)”, desabafou.

Em entrevista à TV Record, o comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Oto Amorim, rebateu a posição da funcionária e garantiu que os policiais agiram de forma correta. Além disso, afirmou que o médico não quis se identificar e que chamou os policiais de “brigadianozinhos”. O médico foi preso por desacato e conduzido à Delegacia de Polícia, mas liberado em seguida.


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