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Médicos consideram satisfatório primeiro dia de paralisação

Meta da categoria era suspender metade das consultas eletivas no Estado

Entidades médicas avaliaram primeiro dia de paralisação em coletiva de imprensa
Entidades médicas avaliaram primeiro dia de paralisação em coletiva de imprensa Foto : Samanta Klein / Rádio Guaíba
No primeiro dia de paralisação de médicos no Rio Grande do Sul, o objetivo de suspender metade das consultas eletivas foi plenamente alcançado, segundo os sindicatos, associações e o Conselho Regional de Medicina. Conforme levantamento realizado pelo Sindicato dos Médicos do Estado (Simers), apenas os procedimentos de urgência não foram prejudicados. Os Hospitais de Clínicas, Conceição, Santa Casa, São Lucas e Cardiologia tiveram redução no número de atendimentos. Já nos postos de saúde as consultas agendadas não foram canceladas.

No interior gaúcho, também houve paralisação parcial na Santa Casa de Bagé e suspensão das cirurgias eletivas no hospital de Camaquã. Em coletiva para anunciar os dados da suspensão da greve, sete entidades médicas enfatizaram que o foco da manifestação é o protesto contra o programa Mais Médicos, do governo federal. De acordo com o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), o ato é uma resposta às políticas implementadas pela União. “No nosso entendimento, estão completamente dessintonizadas da realidade brasileira. O caos na saúde não pode ser atribuído à falta de médicos, mas sim à falta de estrutura efetiva”, afirmou Jorge Utaliz.

Aexpectativa é de manutenção do movimento em mais de 20 Estados nesta quarta-feira, segundo o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes. “Deve crescer essa mobilização porque várias cidades realizaram assembleias para deliberar sobre a paralisação”, ressaltou.

A reportagem da Rádio Guaíba verificou que duas instituições tiveram pelo menos metade das consultas canceladas. O Complexo da Santa Casa informou que três hospitais da entidade aderiram ao movimento com o reagendamento de mais de 400 consultas, o que representa 50% dos atendimentos eletivos diários. O departamento de agendamento avisou os pacientes.

No Hospital São Lucas da Puc, a capacidade de agendamento para esta terça era de 743 procedimentos eletivos. Com a greve prevista, foram marcadas 490 consultas, mas somente 357 pessoas compareceram segundo informações da assessoria da instituição.

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) informou que houve reagendamentos de menos da metade dos atendimentos, mas um levantamento completo só deve ser publicado nesta quarta.

O Hospital de Clínicas também vai divulgar os dados de suspensão dos atendimentos somente nesta quarta pela manhã. A justificativa é o horário de fechamento dos ambulatórios, que atendem até as 20h.

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