No interior gaúcho, também houve paralisação parcial na Santa Casa de Bagé e suspensão das cirurgias eletivas no hospital de Camaquã. Em coletiva para anunciar os dados da suspensão da greve, sete entidades médicas enfatizaram que o foco da manifestação é o protesto contra o programa Mais Médicos, do governo federal. De acordo com o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), o ato é uma resposta às políticas implementadas pela União. “No nosso entendimento, estão completamente dessintonizadas da realidade brasileira. O caos na saúde não pode ser atribuído à falta de médicos, mas sim à falta de estrutura efetiva”, afirmou Jorge Utaliz.
Aexpectativa é de manutenção do movimento em mais de 20 Estados nesta quarta-feira, segundo o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes. “Deve crescer essa mobilização porque várias cidades realizaram assembleias para deliberar sobre a paralisação”, ressaltou.
A reportagem da Rádio Guaíba verificou que duas instituições tiveram pelo menos metade das consultas canceladas. O Complexo da Santa Casa informou que três hospitais da entidade aderiram ao movimento com o reagendamento de mais de 400 consultas, o que representa 50% dos atendimentos eletivos diários. O departamento de agendamento avisou os pacientes.
No Hospital São Lucas da Puc, a capacidade de agendamento para esta terça era de 743 procedimentos eletivos. Com a greve prevista, foram marcadas 490 consultas, mas somente 357 pessoas compareceram segundo informações da assessoria da instituição.
O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) informou que houve reagendamentos de menos da metade dos atendimentos, mas um levantamento completo só deve ser publicado nesta quarta.
O Hospital de Clínicas também vai divulgar os dados de suspensão dos atendimentos somente nesta quarta pela manhã. A justificativa é o horário de fechamento dos ambulatórios, que atendem até as 20h.