Até sexta-feira, receberão informações sobre os programas na área da saúde desenvolvidos no Estado, como o Infância Melhor (PIM), que amplia os cuidados a gestantes e recém-nascidos, reduzindo a mortalidade infantil. Segundo a diretora do Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Sandra Maria Fagundes, a ideia é aproximá-los da realidade da comunidade em que vão atuar, além de suas especificações.
Ao participar do evento, a médica cubana Mercedes Zuleica Febres, de 42 anos, não escondeu o nervosismo de estar prestes a atuar, mas também demonstrou satisfação em poder ajudar a comunidade gaúcha. “Infelizmente, alguns médicos não foram bem recebidos no início, o que gerou um pouco de receio. Mas as expectativas são ótimas”, afirmou. Moradora de Havana, ela deixou o marido e o filho de 17 anos em Cuba para trabalhar em Alvorada, na Região Metropolitana.
Ao falar sobre o que espera encontrar nas unidades de saúde, ela destacou que o foco do seu trabalho será no paciente e em sua família. “Relação entre médicos e paciente deve ser o mais próxima possível. O histórico influência e auxilia no processo de atendimento. Assim, como saber como estão todos da família”, destacou. Esse perfil de trabalho é um das diferenciações trazidas pelos profissionais, já que a formação nas universidades de Cuba dá ênfase ao chamado atendimento humanitário.
Para o coordenador estadual de Atenção Básica da SES, Ricardo Souza Heizelmann, esse tipo de perfil será importante para qualificar o atendimento aos pacientes. No início das atividades, os profissionais foram homenageados pela Câmara de Vereadores, em reconhecimento ao trabalho que vão prestar no Estado. No último dia de treinamento, os profissionais vão conhecer secretários municipais de saúde e prefeitos dos municípios em que vão atuar. Esse processo de mostrou importante na primeira etapa do programa porque é de responsabilidade dos municípios oferecer residência e infraestrutura para que eles possam trabalhar.