O Simers informou que reconhece as reivindicações e a necessidade de a prefeitura conceder reajustes a todas as categorias dos municipários. Os médicos aguardam desde dezembro de 2010 que a administração municipal encaminhe à Câmara de Vereadores projeto de lei contemplando aumento salarial, plano de carreira criando o cargo de médico e jornada de 20 horas semanais.
O Projeto de Lei enviado ao Legislativo não atende às expectativas da categoria, segundo a direção do Simers. O principal argumento para a melhoria na remuneração e na forma de trabalho é a dificuldade do município em preencher vagas. Caso não haja proposta concreta da prefeitura, os médicos avaliam na assembleia do dia 1º de junho se deflagram operação padrão nos postos de saúde ou se fazem também paralisação.
Cerca de 3 mil municipários rejeitaram, em assembleia da categoria, a nova proposta da Prefeitura de Porto Alegre, apresentada horas antes do encontro promovido no Centro de Eventos do Parque da Harmonia, na Capital. Com isso, o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) enfatizou que a greve será mantida até a próxima quinta-feira, quando será realizada nova assembleia.
A proposta do Comitê de Política Salarial da prefeitura elevou o índice de reajuste proposto de 6,51% para 7%, sendo que a reposição integral da inflação seria paga agora e 0,5% a mais entraria na folha de pagamento a partir de dezembro. “Esperávamos mais. Queremos um índice melhor de reajuste para esse ano para ter tranquilidade de sentar e negociar”, afirmou o diretor-geral do Simpa, Mário Fernando da Silva.
Após a assembleia, os municipários seguiram em caminhada pelas ruas do Centro da cidade até o Paço Municipal, onde levaram a decisão da categoria ao secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto. Os grevistas farão mobilização em frente a prefeitura na manhã de hoje. O objetivo é aumentar a adesão à greve e pressionar o Executivo.
Busatto afirmou que o conjunto de 11 itens mostrados ao Simpa (que inclui reajuste, plano de saúde, recuperação de perdas e melhorias no plano de carreira), era condicionado ao retorno imediato ao trabalho. “Avisamos que a proposta será validada com o fim do movimento e que os dias parados serão descontados”, frisou o secretário, ao citar que a negociação está encerrada.