O coordenador da CEHMRS e diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Jorge Eltz, disse esperar avanços no cumprimento da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), adoção da tabela de honorários de R$ 80 e fim das limitações para exames ou procedimentos indicados.
“É inviável continuar atendendo com a atual tabela, que subiu menos do que a inflação. Muitos médicos acabam se descredenciando e o paciente fica prejudicado”, relatou Eltz. Os convênios Cabergs, Centro Clínico Gaúcho, DoctorClin, Geap, Saúde Caixa e SulAmérica foram consideras os piores no Estado, por isso são os alvos da mobilização. Eles somam mais de 405 mil usuários, representando 18,1% do total de gaúchos com assistência privada, o correspondente a cerca de 2,5 milhões.
Conforme levantamento da CEHMRS, o setor teve um crescimento de 200% entre 2003 e 2011. Após o início do movimento na quarta-feira, as operadoras abriram diálogo com o sindicato, segundo Eltz. “O que queríamos era negociar. Não esperamos que atendam todas as reivindicações de imediato, mas queremos avanços”, afirmou.
Aproximadamente 16 mil dos cerca de 24 mil médicos em atividade no Estado são credenciados a planos de saúde, segundo o Simers. As reivindicações ocorrem em todo o País e a recomendação é para que os usuários entrem em contato com os prestadores de serviço para saber sobre o agendamento nesses dias de paralisação. As direções do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Médica Brasileira (AMB) já comunicaram ao Ministério da Saúde sobre as ações nacionais.