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Médicos decidem retomar negociações com a Prefeitura de Porto Alegre

Categoria reivindica plano de carreira

Os médicos municipais e municipalizados de Porto Alegre aprovaram, em assembleia geral, na noite desta quarta-feira, a retomada das negociações com a Prefeitura. Os 1,3 mil médicos do município vão focar a reivindicação na implantação de um plano de carreira . Eles esperam que a Prefeitura assine um termo de compromisso para a criação do plano. A categoria também voltará a discutir o valor do abono salarial oferecido pela administração municipal.

No início de junho, os médicos rejeitaram a proposta do Comitê de Política Salarial da Prefeitura que previa um abono fixo de R$ 450, para qualquer regime de horário de trabalho. O Executivo propunha um benefício retroativo a 1º de maio para os 1,3 mil médicos do município. Os profissionais consideraram a oferta ofensiva.

Crise na saúde

Desde abril, os médicos da Capital reivindicam reajuste salarial e plano de carreira. Só no HPS, há déficit de 20% de profissionais. A baixa remuneração é apontada pelo indicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) como a maior causa da falta de médicos. Além disso, a redução de mais de três mil leitos do SUS para internações aumentou a crise na assistência, provocando superlotação nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Simers chegou a entregar ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Giovani Cherini, um dossiê sobre o agravamento da crise na saúde de Porto Alegre. Também em maio, o sindicato registrou ocorrência na Polícia Civil para denunciar o número insuficiente de médicos na Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano. Em blitz realizada, o Simers constatou que a central operava só com dois médicos reguladores, três vezes menos que o indicado.