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Médicos do Centenário decidem hoje se seguem greve

Cerca de 30% do quadro clínico já optou por deixar o único hospital de São Leopoldo

Após uma paralisação de três dias, médicos do Hospital Centenário reúnem a categoria, na tarde desta quinta-feira, para decidir sobre os rumos das negociações. A partir das 14h, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e Associação dos Médicos do hospital se encontram com o Ministério Público para denunciar a desassistência na instituição, depois que cerca de 30% do quadro clínico optou por deixar o hospital, restando 90 dos 122 médicos. 

À noite, uma reunião decide se haverá vistoria do Conselho Regional de Medicina ao hospital - solicitada na última semana -, seguida de assembleia, no anfiteatro do Centenário para definir os rumos da paralisação. Até o momento, não há respostas da prefeitura sobre possíveis contratações. 

A preocupação agora é com os atendimentos no período final do ano, quando aumenta a demanda no único hospital de São Leopoldo. As entidades temem pelas condições de atendimento no Pronto Socorro e demais áreas. Há falta de médicos para completar escalas, com maior carência de pediatras, clínicos e traumatologistas.

Os profissionais do Centenário buscam equiparação de salários ao quadro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que elevaria a remuneração de R$ 2,7 mil para R$ 3,8 mil mensais.

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