Os médicos indicados pelo Grupo Hospitalar Conceição para trabalhar no Haiti têm experiência em situações graves. Alguns dos 100 que estão na lista da instituição enviada ao Ministério da Saúde já foram recrutados para trabalhar no final da guerra civil em Angola, na década de 1990, e no Timor Leste, segundo o gerente das Unidades de Apoio do Grupo Hospitalar Conceição, Neio Lucio Fraga Pereira, que coordenará a equipe a ser escolhida pelo governo federal para ajudar as vítimas do terremoto, ocorrido na terça-feira. "O grupo tem tradição em situações como essa, estão todos preparados para casos graves", disse. A instituição também enviou profissionais para o Rio de Janeiro em 2008, para o trabalho de tratamento de vítimas do vírus da dengue.
O grupo pré-selecionado é composto de 33 médicos, 31 enfermeiros e 36 técnicos de enfermagem. Eles atuam como cirurgiões, obstetras, médicos da família, anestesistas, infectologistas e traumatologistas, que são especialidades que possuem maior demanda no país. "São profissionais muito experientes. Eles vão precisar tratar especialmente de casos de desidratação e de cirurgia", disse Pereira, que é médico de família. Ele informou que a direção do grupo ficou surpresa com o número de candidatos para o trabalho no Haiti. "É a demonstração de solidariedade dos nossos profissionais."
Desde que o Ministério da Saúde solicitou apoio, foram 345 candidatos do grupo hospitalar, sendo 230 da área da saúde e o restante da área administrativa. "A demanda é somente na área da saúde", por isso os demais voluntários não serão aproveitados.
Pereira disse que os profissionais ficarão por cerca de 10 dias no local e que outros funcionários serão remanejados para as funções de quem estiver no trabalho voluntário. Ele disse também que o hospital procurou selecionar as pessoas que estão de férias e as que não trabalham na emergência do Conceição, que é um setor de grande necessidade de profissionais.
Médicos do Conceição indicados para missão no Haiti têm larga experiência em casos extremos
Grupo Hospitalar enviou lista de 100 profissionais ao Ministério da Saúde