Os médicos, no entanto, preveem problemas no atendimento do Centenário no final do ano. Em quatro dos sete dias da semana, não há traumatologistas de plantão. Com o período de festas, aumentam os casos de acidentes e a orientação é que os pacientes sejam transferidos para hospitais de Porto Alegre, cujas emergências estão superlotadas.
O Centenário teve, entre 2009 e 2010, redução de 35 dos 122 médicos, que pediram demissão. Na quinta, uma reunião com o Conselho Regional de Medicina (Cremers) listou as deficiências do hospital, como a falta de funcionários e de leitos – o Centenário perdeu 60 vagas em três décadas, e hoje restaram 217 leitos para o SUS -, as instalações da emergência são consideradas inadequadas para receber pacientes graves, há carência de materiais básicos como ataduras e medicamentos. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) solicitou ao Cremers uma vistoria no local, mas ainda não há definição de quando a medida será tomada.