Os médicos do Centenário, único hospital de São Leopoldo, decidiram paralisar as atividades de emergência, por 72 horas, em assembleia realizada nesta terça-feira. A interrupção de atendimentos, que ainda não tem data definida, é uma resposta da categoria à falta de negociação com a Prefeitura por reajustes.
Segundo o presidente da Associação dos Médicos do Centenário, Antônio Vinadé, falta vontade política. A prefeitura propôs abono entre R$ 600 e R$ 800, que foi recusado há duas semanas. O valor reivindicado é de pouco mais de R$ 1 mil, a ser incorporado aos vencimentos. Por isso, ficou decidido no encontro que um ofício vai ser encaminhado ao Ministério Público do Estado responsabilizando o prefeito Ary Vanazzi por colocar em risco a saúde da população.
Nesta segunda-feira, os médicos realizaram um dia de protesto, que terminou no início dessa manhã. Só foram atendidos casos de urgência e risco de morte. As reivindicações dos médicos foram reafirmadas na assembleia desta terça-feira, entre elas, implantação do Plano de Cargos e Salários, cumprimento do estatuto do servidor público municipal de São Leopoldo, e equiparação dos vencimentos aos do quadro médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/Metropolitano). Atualmente, os médicos do Centenário recebem mensalmente R$ 2,7 mil, enquanto os do Samu ganham R$ 3,8 mil.
Conforme o Simers, o Centenário responde por mais de 6,5 mil atendimentos por mês. No hospital há 249 leitos, 217 deles destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O quadro total é de pouco mais de 90 profissionais. O quadro chegava a 120 trabalhadores, mas em torno de 25% pediram demissão em virtude da falta de reajuste salarial. O prefeito Ary Vanazzi foi procurado pela reportagem, mas ainda não deu retorno.
Médicos do hospital Centenário, em São Leopoldo, vão parar por mais 72 horas
Profissionais decidiram paralisar atividades para pressionar prefeitura por reajuste