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Médicos do Hospital Centenário entram em greve

Instituição de São Leopoldo atravessa uma crise de falta de profissionais há 13 meses

Os médicos do hospital Centenário, único de São Leopoldo, iniciaram paralisação de 72 horas na manhã desta segunda-feira. A instituição atravessa uma crise de falta de profissionais há 13 meses. Nesse sábado, das 8h às 14h, não havia médico intensivista para tratar dos dez pacientes internados na Unidade de Tratamento Itensivo (UTI). A denúncia foi feita pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) que solicitou intervenção do Ministério Público.

A diretora do Simers, Clarissa Bassin, conta que o diretor clínico do hospital, que não representa a direção e que é apenas um representante dos médicos, assumiu a UTI nesse sábado. A direção da instituição, o secretário de Saúde e o prefeito não foram localizados. Para Clarissa, isso demonstra o descaso da prefeitura com a saúde dos contribuintes e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Na última sexta-feira, o 34° profissional pediu demissão.

Para o Simers, a situação alcança um nível insuportável e com risco à vida de pacientes do SUS. Durante a greve, será assegurado atendimento de casos graves, com risco de morte, além de partos e cirurgias de urgência. Pela legislação, deve ser garantido pelo menos 30% da assistência.

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