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Médicos e estudantes realizam Caminhada pela Saúde em Porto Alegre

Em ato contra medidas anunciadas por Dilma, categoria Ato reivindicou planos de carreira

Caminhada gerou lentidão no trânsito no Centro
Caminhada gerou lentidão no trânsito no Centro Foto : Mauro Schaefer
Mais de 300 médicos e estudantes de medicina participaram n atarde desta quarta-feira da Caminhada dos Médicos pela Saúde, em Porto Alegre. O ato, organizado por entidades médicas do Estado teve o objetivo de protestar contra a vinda de médicos estrangeiros ao país, anunciada pelo governo federal, e de cobrar melhorias na carreira e mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A caminhada, que teve inicio às 17h, em frente ao Museu de História da Medicina e seguiu até a Praça da Matriz, incluiu faixas, cartazes, balões e palavras de ordem.

A maioria dos cartazes continham frases de repúdio a presidente, entre elas: “Por que a Dilma se trata no Sírio Libanês, enquanto a população espera na fila do SUS” e “Dilma me chama de Copa e investe em mim”. As palavras de ordem como “Carreira de médico aprovada, população beneficiada” e “Médico sem validação aqui não”, também tiveram espaço e conduziram os manifestantes até a Praça.

“Não somos contra a vinda dos estrangeiros, porém queremos que eles tenham o diploma revalidado, assim como acontece com os médicos brasileiros”, explicou o presidente do Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Willian Adami. Para o estudante, o governo deve fazer valer o projeto de iniciativa popular que prevê a destinação de pelo menos 10% da verba da União para a saúde.

Simers ressalta importância de plano de carreira

O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, destacou que o ato foi necessário para chamar a atenção da população sobre a realidade do país. “O Brasil tem o dobro de médicos necessários, o que se precisa é criar uma carreira de estado para contratar estes profissionais para trabalharem no SUS”, revelou.

Após a caminhada, os manifestantes entregaram ao presidente da Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen, um documento com as principais demandas da categoria para que sejam discutidas no Congresso Nacional. Entre as principais reivindicações, estão a aprovação da PEC 454/09, que cria a carreira de estado para médico, a aprovação do projeto de lei saúde+10, que destina 10% da receita para a saúde, a derrubada do decreto que modifica a Comissão Nacional de Residência Médica e a importação de médicos sem revalidação do diploma.

A manifestação teve a participação de representantes de centros acadêmicos e de presidentes de entidades médicas como Conselho Regional de Medicina (Cremers), Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e Associação dos Médicos Residentes do Estado (Amerers). O ato também foi acompanhado pela Brigada Militar e agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

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