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Médicos entram em greve por tempo indeterminado em Gravataí

Profissionais atuam nas Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Especialidades do município

Na tarde desta segunda-feira, a concentração aconteceu em frente ao Centro e à prefeitura
Na tarde desta segunda-feira, a concentração aconteceu em frente ao Centro e à prefeitura Foto : Laira de Souza Sampaio / Especial / CP
Médicos das Unidades Básicas de Saúde e do Centro de Especialidades de Gravataí, na região Metropolitana, entraram em greve nesta segunda-feira por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam a implantação de um plano de cargos, carreiras e vencimentos, o realinhamento salarial, melhores condições de trabalho, aposentadoria especial para médicos que atuam em área de isolamento, a realização de um concurso público, entre outros. De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), a adesão é de 50% da categoria.

Pela manhã a mobilização dos profissionais aconteceu em frente ao Centro de Especialidades, que está funcionando com o mínimo de sua capacidade. À tarde, a concentração aconteceu em frente ao Centro e à prefeitura.

O coordenador de negociações do Simers, Edson Prado Machado, explica que há mais de um ano a categoria está tentando sentar com a administração municipal para tratar das reivindicações. Segundo Machado, atualmente o município conta com menos de 200 médicos, sendo a minoria concursados. “É um número pequeno de profissionais para atender uma população do tamanho da de Gravataí. Queremos um plano de cargos e salários, como forma de valorização dos profissionais e de fidelizar os médicos ao município e possibilitar que construam carreira na cidade. Além disso, é de extrema importância a realização de concurso público, já que a maioria dos médicos que atendem na cidade possuem contrato emergencial ou são oriundos do programa Mais Médicos”, explica.

Representantes do Simers foram recebidos hoje pelo secretário municipal da Saúde, Laone Pinedo, e pelo procurador geral, Jean Pierry Torman, para um primeiro encontro, que não teve avanços. “Pelo que nos foi passado, o prefeito Marco Alba só receberá a categoria se a adesão dos médicos for grande. Cinquenta por cento é pouco?”, questiona Machado, em relação à falta de diálogo direto com o prefeito.

No entanto, de acordo com a  Prefeitura de Gravataí, a adesão é de 10%. O Executivo afirma que as reivindicações da categoria, recebidas pelo secretário da Saúde e pelo procurador, foram encaminhadas ao prefeito, e devem ser discutidas com os médicos em uma nova reunião, marcada para sexta-feira. Segundo a administração, as consultas do Centro de Especialidades e das Unidades Básicas de Saúde serão reagendadas, garantindo o atendimento aos usuários. Para garantir atendimento, durante o período de greve, foi reforçado o efetivo do pronto atendimento municipal.