Geral

Médicos estrangeiros recebem registro para atuar no RS

Profissional da Argentina deve começar a atuar na quarta-feira em Porto Alegre

Médica argentina deve começar a trabalhar na quarta-feira
Médica argentina deve começar a trabalhar na quarta-feira Foto : Fabiano do Amaral
Os dois primeiros médicos estrangeiros que vão atuar no Rio Grande do Sul receberam nesta segunda-feira o registro do Conselho Regional de Medicina (Cremers) que autoriza a prática no Estado. A argentina Marcela Cynthia Chwesteiger deve começar a trabalhar na quarta-feira na unidade do Morro dos Sargentos, em Porto Alegre. Já o médico da Guatemala Walter Rivera, que passa por treinamento, assumirá o posto de saúde de Mato Sampaio na próxima segunda-feira. 

O posto do Morro dos Sargentos conta com duas equipes de Estratégia da Família, que estão há dois meses sem médico. Uma equipe completa é composta por um profissional médico, enfermagem, auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. O secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, disse estar motivado com a vinda dos novos profissionais para surprir a demanda que há nos serviços de saúde. Ele ressaltou que a falta de médicos com visão generalista, dispostos a exercer suas atividades nas áreas mais carentes da cidade, levou a prefeitura a candidatar-se ao programa federal.

Entre brasileiros e estrangeiros, 47 profissionais foram contratados para atuar em solo gaúcho por meio do programa "Mais Médicos" do governo federal. Desses, 19 recebem hoje o registro do Cremers e outros 28 ao longo da semana. 

Pelo menos 61 profissionais estrangeiros recebem registro provisório no País


Pelo menos 61 profissionais com diploma estrangeiro participantes do Mais Médicos receberam, até agora, registros provisórios e estão aptos a começar a atuação no programa, segundo informação de conselhos regionais de Medicina (CRMs). O número corresponde a menos de 10% do total de 670 aprovados durante a primeira etapa.

Desde o anúncio da vinda de médicos formados no exterior sem necessidade de revalidação do diploma, essas instituições anunciaram que não registrariam os profissionais, alegando que a legislação brasileira exige que passem pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida).

Para as entidades médicas, a não revalidação do diploma deixa a população sem garantia da qualidade dos profissionais. Em vários estados brasileiros, médicos foram às ruas no mês de julho para protestar contra o programa.

Já o Ministério da Saúde argumenta que a dispensa do exame é uma forma de evitar a concorrência dos médicos estrangeiros incluídos no Mais Médicos com os brasileiros, na medida em que, se tivessem o diploma validado, poderiam trabalhar onde quisessem e não apenas com autorização exclusiva para atuar na periferia das grandes cidades e em municípios do interior.


Bookmark and Share