Uma das reclamações da categoria é em relação ao Programa Mais Médicos. Argollo argumentou que a entidade pode acionar juridicamente o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), prevendo uma série de desrespeito às leis trabalhistas. “O governo quer contratar médicos por um período de três anos sem direitos trabalhistas, como 13º salário e férias. Mas primeiro as contratações precisam acontecer para saber como serão esses contratos”, explicou.
O presidente do Simers questiona a vinda dos médicos estrangeiros, apesar de não ser absolutamente contra a medida. “Não temos oposição aos estrangeiros. Queremos que eles façam a prova de validação. Eles têm que pelo menos falar o português. Se precisa de avaliação para trabalhar de forma particular, porque não precisaria para atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?”, questiona. “Isso é ilegal.”
Médicos querem carreira de juiz
Segundo o dirigente, Porto Alegre tem mais médicos que a Inglaterra. A presidente Dilma Rousseff teria mudado o foco das reclamações, que era por mais investimento em saúde. “O povo pediu saúde estilo Fifa e não mais médicos. Não faltam médicos no Brasil, falta é estrutura pra se trabalhar. Queremos que o governo federal invista 10% do orçamento em saúde”, argumentou.
Argollo defendeu um novo sistema para interiorizar o médico. “Também propomos uma carreira médica similar a de juiz e promotor. Eles fariam concurso, teriam uma carreira pública e trabalhariam onde o Estado determinasse. Daí não faltaria médicos no interior do país. Esta seria uma maneira séria de interiorizar o médico”, completou.