Liderada pelo Simers, Conselho Regional de Medicina (Cremers) e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), dezenas de profissionais, aliados a outros movimentos realizados em todo o País, protestaram com faixas para pedir a retirada dos itens que prejudicam a categoria. Se aprovada, os profissionais deverão cumprir uma jornada de trabalho de 40 horas semanais para receberem o salário equivalente ao que antes recebiam com 20 horas de trabalho por semana. A medida afeta mais de 42 mil médicos do Ministério da Saúde e 7 mil do Ministério da Educação.
No Congresso Nacional, líderes do governo se comprometeram a trabalhar para retirar a categoria da MP 568. Outro ponto a ser excluído é a redução da insalubridade e periculosidade, que atinge todos os servidores federais. “Em se tratando de política, nunca sabemos o desfecho”, sintetizou Eltz ao destacar que é um desestímulo para quem já está na profissão e para os estudantes de medicina.
Aposentada após 30 anos de trabalho em postos de saúde e no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, a pediatra Ângela Hexer, de 57 anos, participou da manifestação e criticou a medida. “Eu ganho R$ 3.883 com a aposentadoria, mas com a proposta nos próximos 10 anos esse valor não terá qualquer reajuste, ficará congelado. Não tem como se aposentar, manter o padrão de vida e ficar sem trabalhar”, diz a médica, que hoje atende em uma clínica particular.