A mobilização integra calendário nacional da categoria que lançou o Movimento Médicos pela Saúde, em busca de mais investimentos do governo federal e a garantia de condições para cuidar adequadamente da população. A pressão é para elevar o orçamento da União de 4,4% das receitas brutas para 10%. A situação do Sistema Único de Saúde (SUS) e os recentes vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei do Ato Médico dominaram os debates. A assembleia discutiu ainda as medidas a serem adotadas pelo governo federal que focam importação de médicos e a ampliação do tempo da formação dos profissionais brasileiros.
Segundo o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, o maior problema da saúde pública não é a falta de médicos. “A deficiência é de estrutura nos postos de saúde com a falta de exames e vagas em hospitais e também a ausência de uma carreira para fixar os profissionais nas grandes cidades ou no interior”, destacou.
As ações são organizadas pelo Simers, Conselho Regional de Medicina (Cremers), Amrigs e Associação dos Médicos Residentes no RS, além dos centros acadêmicos das 11 faculdades de Medicina do Estado. No Brasil, o calendário nacional é coordenado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), além das faculdades.