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Médicos gaúchos definem paralisação nos dias 30 e 31 de julho

Categoria realizou assembleia na noite desta terça-feira, em Porto Alegre

Decisão foi tomada em assembleia na noite desta terça-feira
Decisão foi tomada em assembleia na noite desta terça-feira Foto : Divulgação Cremers / CP
Os médicos gaúchos aprovaram na noite desta terça-feira, em assembleia realizada na Amrigs, uma paralisação para os dias 30 e 31 de julho. A categoria protesta contra os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei do Ato Médico e o programa Mais Médicos, que prevê a vinda de profissionais estrangeiros ao Brasil. A mobilização integra o calendário nacional da categoria.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Maria Rita de Assis Brasil, os serviços de urgência e emergência deverão ser mantidos durante a paralisação. Nos demais, pelo menos 50% dos servidores deverão estar em atividade. “Trabalhamos neste sentido para que possa haver a paralisação tanto no âmbito municipal, rede básica e hospitais, além da solidariedade dos colegas dos consultórios”, observou.

Durante os dois dias de mobilização, os médicos pretendem distribuir panfletos e informar a sociedade sobre os motivos do descontentamento. “O médico não busca só aumento de remuneração. Nossa pauta é que tenhamos uma estrutura adequada para que se faça um atendimento de qualidade e que o médico tenha a segurança de ser atendido pelo menos nos direitos básicos de quem é trabalhador”, afirma o diretor de Relações Associativas e Culturais da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), Jorge Utaliz. Segundo ele, a possibilidade de uma futura greve, após a paralisação marcada para o final do mês, não está descartada.

Empenhadas em impedir a implantação do programa Mais Médicos, as entidades divulgaram um comunicado anunciando paralisações e protestos. “Nós, médicos, pedimos desculpas se nos próximos dias você e sua família tiverem dificuldade em marcar uma consulta ou fazer um exame. Em nenhum momento queremos prejudicar você, cidadão. No entanto, mobilizações podem acontecer no seu estado para chamar a atenção das autoridades”, diz a nota, assinada pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). As entidades médicas protestam contra a possibilidade de trazer médicos de fora do país sem a necessidade de revalidar o diploma. Além disso, alegam que é preciso mais investimentos e melhor gestão.


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