Um ato, organizado pela classe médica e com participação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), será realizado na tarde desta terça-feira no Centro de Porto Alegre para dar um grito de basta de violência no Estado após a morte da oftalmologista Graziela Muller Lerias, de 32 anos, em um assalto.
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A manifestação, que contará com familiares de Graziela, será em frente ao prédio do Museu de História da Medicina (MUHM), na avenida Independência, no antigo prédio do Beneficência Portuguesa. A vice-presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, reforçou a nota oficial emitida pela entidade, em que alerta que "a violência atingiu níveis insuportáveis e afeta toda a população". "O Estado precisa agir. Manifestamos nosso luto pelas vidas perdidas para a violência", afirmou a dirigente.
Crime na sinaleira
Graziela Lerias morreu na madrugada desta segunda após ser baleada na noite de domingo em um assalto ocorrido na zona Norte de Porto Alegre, na esquina das avenidas Sertório e Ceará. A médica oftalmologista estava acompanhada da irmã em um Citroen C4 quando foi abordada por pelo menos um homem armado em uma sinaleira que fica entre as vias.
De acordo com o relato da irmã, que saiu ilesa, assim que o carro começou a se movimentar, o homem atirou e baleou Graziela. O carro da médica foi roubado e ela chegou a ser socorrida no Hospital Cristo Redentor, mas não resistiu aos ferimentos.
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