Durante o trajeto, os manifestantes, em sua maioria, vestidos com jalecos e munidos com faixas e cartazes, gritavam palavras de ordem contra as ações do governo e a falta de recursos destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com presidente do Sindicato Médico do Estado (Simers), Paulo de Argollo Mendes, o maior problema da saúde não é a falta de médicos, já que o país tem o dobro do número de que necessita. Segundo ele, “Porto Alegre tem quatro vezes mais médicos que a Inglaterra”.
Já o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers), Rogério Wolf de Aguiar, avalia que as mobilizações devem ser direcionadas à Fortunati, por ele presidir a Federação Nacional dos Prefeitos. “Ele também tem que ser alvo das manifestações, já que é o porta-voz dos prefeitos e anunciou que vai contratar médicos estrangeiros”, declarou.
Os médicos cobram ainda aumento do orçamento da União para a saúde de 4,4% para 10%. Antes do término do protesto, um grupo foi recebido por representantes da prefeitura, que acolheu as principais reivindicações da categoria. As manifestações ocorreram também em Santa Cruz do Sul e em outras capitais brasileiras Nesta quarta-feira, será realizada, às 19h, a assembleia geral da categoria na sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), para discutir sobre a paralisação nacional, prevista para o dia 26 de julho.