Os médicos municipais e municipalizados de Porto Alegre rejeitaram, em assembléia geral, na noite desta quinta-feira, a proposta do Comitê de Política Salarial da Prefeitura do município, que previa um abono fixo de R$ 450, seja qual for o regime de horário dos 1,3 mil médicos. O benefício seria retroativo a 1º de maio.
A oferta foi considerada ofensiva pelos profissionais. Os médicos também decidiram intensificar a mobilização nos Postos de Pronto Atendimento e hospitais municipais, o HPS e o Presidente Vargas. Nos próximos dias, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) definirá ações de mobilização.
Crise na saúde
Desde abril, os médicos da Capital reivindicam reajuste salarial e plano de carreira. Só no HPS, há déficit de 20% de profissionais. A baixa remuneração é apontada pelo indicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) como a maior causa da falta de médicos. Além disso, a redução de mais de três mil leitos do SUS para internações aumentou a crise na assistência, provocando superlotação nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Simers chegou a entregar ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Giovani Cherini, um dossiê sobre o agravamento da crise na saúde de Porto Alegre. Também em maio, o sindicato registrou ocorrência na Polícia Civil para denunciar o número insuficiente de médicos na Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano. Em blitz realizada, o Simers constatou que a central operava só com dois médicos reguladores, três vezes menos que o indicado.
Médicos recusam proposta da Prefeitura de Porto Alegre
Comitê de Política Salarial ofereceu abono fixo de R$ 450