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Médicos residentes fazem paralisação em 22 hospitais nesta quinta-feira

Assistência em urgências e emergências fica mantida, mas consultas e cirurgias eletivas podem ter prejuízo

Paralisação de médicos residentes ocorrerá em 22 hospitais gaúchos
Paralisação de médicos residentes ocorrerá em 22 hospitais gaúchos Foto : Carla Ruas / CP Memória
Médicos residentes de sete cidades do Rio Grande do Sul vão aderir, nesta quinta-feira, a uma paralisação nacional da categoria. Os protestos atingem 22 hospitais com suspensão parcial ou total de atendimentos em consultas e cirurgias eletivas. Os residentes são médicos formados, que fazem especialização em diversas áreas e atendem em hospitais, clínicas e postos de saúde durante o período de capacitação.

O protesto ocorre, a partir das 10h, no Hospital de Clínicas, Grupo Hospitalar Conceição, HPS, São Lucas da Puc e Ernesto Dornelles. Nas cidades de Canoas, Pelotas, Ijuí, Rio Grande, Santa Maria e Passo Fundo também deve haver protesto. Na Capital, Os profissionais vão sair em caminhada em direção ao Complexo da Santa Casa.

A assistência em urgências e emergências fica mantida. O movimento é contrário a cortes nas verbas para a saúde pública, alvo do ajuste fiscal da União, além de criticar a elevação de vagas de residência para a formação de médicos da Saúde da Família. Nessa área, os médicos são formados para atender com a Estratégia da Saúde da Família.

A Associação dos Médicos Residentes do Estado já comunicou as direções dos hospitais para se anteciparem e ajustarem agendas de consultas e procedimentos, a fim de minimizar o impacto aos pacientes.

Até 2018, o governo federal pretende alcançar uma vaga de residência para cada médico formado. Assim, inúmeras instituições de ensino ampliaram as vagas, sendo a qualidade dos cursos alvo de questionamento.

Em agosto, foi anunciada a criação de mais 3 mil bolsas de residência no País (duas mil financiadas pelo Ministério da Saúde e mil pelo Ministério da Educação). O governo pretende destinar 60% das ofertas para Medicina de Família e Comunidade. A proporção é criticada devido à carência de especialistas em diversas outras áreas.