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Médicos residentes protestam contra medidas do governo federal

Manifestantes levaram apitos e faixas contra processo de interiorização

Cerca de 200 pessoas participaram do protesto
Cerca de 200 pessoas participaram do protesto Foto : Fabiano do Amaral
Cerca de 200 pessoas, entre estudantes e médicos residentes, protestaram na tarde desta terça-feira contra as medidas do governo federal que tenta levar assistência dos profissionais aos municípios do interior, utilizando o acesso à residência médica. O ato, organizado pelo Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), ocorreu em frente ao Museu de História da Medicina (MUHM), em Porto Alegre. Os manifestantes levaram apitos e faixas com frases de repúdio às novas regras. A ação durou cerca de uma hora.

Para o presidente do Simers, Paulo de Argolo Mendes, o bônus-residência não é a melhor opção para qualificar o sistema de saúde nos municípios. “O sindicato apoia integralmente este movimento pois avalia que esta determinação servirá apenas para jogar um médico recém-formado num ambiente sem as mínimas condições necessárias para atender uma população carente, que não pode reclamar”, declarou.

O grupo busca a revogação da medida que prevê um extra de 10% a 20% a mais na pontuação da seleção, caso o estudante aceite trabalhar em áreas de difícil acesso a saúde. A categoria defende também ações para interiorizar os profissionais, como a criação de uma carreira estadual e a garantia de condições técnicas para o trabalho.

Os protestos ocorreram também em Pelotas, Passo Fundo e Santa Cruz do Sul, com a participação de integrantes de centros acadêmicos das faculdades de medicinas de cada região e da Associação dos Médicos Residentes do Estado (Amerers).

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