Para o presidente do Simers, Paulo de Argolo Mendes, o bônus-residência não é a melhor opção para qualificar o sistema de saúde nos municípios. “O sindicato apoia integralmente este movimento pois avalia que esta determinação servirá apenas para jogar um médico recém-formado num ambiente sem as mínimas condições necessárias para atender uma população carente, que não pode reclamar”, declarou.
O grupo busca a revogação da medida que prevê um extra de 10% a 20% a mais na pontuação da seleção, caso o estudante aceite trabalhar em áreas de difícil acesso a saúde. A categoria defende também ações para interiorizar os profissionais, como a criação de uma carreira estadual e a garantia de condições técnicas para o trabalho.
Os protestos ocorreram também em Pelotas, Passo Fundo e Santa Cruz do Sul, com a participação de integrantes de centros acadêmicos das faculdades de medicinas de cada região e da Associação dos Médicos Residentes do Estado (Amerers).