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Médicos residentes realizam passeata na Capital

Paralisação por melhores condições de trabalho segue até as 8h de quarta-feira

Médicos residentes realizam passeata na Capital
Médicos residentes realizam passeata na Capital Foto : Pedro Revillon
Mais de 350 médicos residentes que atuam pelo SUS nos hospitais de Porto Alegre fizeram nesta terça-feira uma passeata por ruas da Capital. Por volta das 10h30min, eles deixaram o Hospital de Clínicas, no bairro Santana, e seguiram em direção ao Hospital de Pronto Socorro, passando pelas ruas Jerônimo de Ornelas e Venâncio Aires e pelas avenidas João Pessoa e Osvaldo Aranha.

Para chamar a atenção da população, eles carregaram faixas, distribuíram folderes e utilizaram alto-falantes e narizes vermelhos de palhaço. A ação integrou o movimento de paralisação de 24 horas da categoria. A mobilização termina amanhã às 8h.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Nívio Moreira Júnior, a ação é uma maneira de pressionar o governo federal a cumprir as promessas de reajuste salarial. Ele lembrou que os residentes são médicos formados que estão fazendo especialização, que duram entre 2 e 5 anos. Para isso, eles recebem uma bolsa auxílio, paga pelos ministérios da Educação e da Saúde, no valor de R$ 1.916,45, referente a 60 horas semanais.

A categoria está há quatro anos sem reajuste. A expectativa é conseguir reposição de R$ 39,7%, elevando o valor da bolsa para R$ 2.658,11. Ele lembrou que esse é o primeiro ato dos residentes e que se até o final de abril não houver uma proposta de reajuste poderá ocorrer uma greve nacional. Além disso, eles querem o pagamento do auxílio alimentação e moradia.

Residentes de Rio Grande aderem ao movimento

Médicos residentes que atuam na Santa Casa e no Hospital Universitário (HU) da Furg, em Rio Grande, também paralisaram suas atividades nesta terça-feira. Pela manhã, eles se concentraram em frente ao Pronto Socorro da Santa Casa e depois saíram em caminhada pelas principais ruas do centro da cidade. Munidos de faixas informativas e alguns usando narizes de palhaço, eles procuraram chamar a atenção para as reivindicações da categoria.

Conforme Alan D'Ávila, representante dos médicos residentes do Hospital Universitário da Furg, paralisaram 90% dos aproximadamente 65 residentes dos dois hospitais. A paralisação foi informada aos hospitais ontem. O coordenador médico do HU, Adão Eduardo Mendes, informou que o funcionamento do hospital não foi afetado. Isso porque a instituição tem auto-suficiência para se manter. "Os plantões dos médicos contratados foram redimensionados", relatou.

Atos de paralisação aconteceram também em Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria. A última paralisação da categoria ocorreu em novembro de 2006 e durou um mês. Na ocasião, eles receberam o compromisso do governo federal de reajustar a bolsa auxílio em duas parcelas. Porém, apenas a primeira parte foi repassada.