Nessa sexta-feira, na abertura da exposição, foram recriadas réplicas das estruturas montadas pelas equipes da MSF para prestar cuidados de saúde aos refugiados e deslocados internos. Guiados por voluntários da organização, os visitantes poderão ver como funcionam os consultórios médicos, postos de vacinação, centro de nutrição e sala de atendimento de saúde mental em um acampamento. Durante a visita, o público foi convidado a assumir a identidade de uma pessoa que vive, de fato, em um dos campos onde a MSF trabalha. “Cada visitante recebeu um cartão com um pequeno resumo da história de um refugiado e, ao longo do caminho, interagiu como se fosse aquela pessoa”, explicou Carolina Batista, diretora da MSF do Brasil. Segundo ela, mais de 200 brasileiros atuam na organização, que possui 45 mil voluntários. No Brasil, cerca de 160 mil pessoas colaboram com doações em dinheiro.
Mais de 9 mil pessoas visitaram a exposição em São Paulo e no Rio, durante as duas mostras promovidas em 2013. Depois de Porto Alegre, o “Campo de Refugiados no Coração da Cidade” seguirá para Curitiba e Belo Horizonte. Atualmente, segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), 16,4 milhões de pessoas estão refugiadas em outros países e já obtiveram status de refugiados ou aguardam decisão sobre a sua situação (solicitantes de asilo). Outras 28,8 milhões buscaram abrigo em regiões do próprio território nacional e tornaram-se deslocadas internas.
A MSF leva ajuda médica de emergência a vítimas de conflitos armados, de epidemias, desastres naturais e aos excluídos do acesso à saúde.