Geral

Maior legado da EPTC é redução de acidentes com morte, avalia Cappellari

Em 2016 Porto Alegre registrou 94 óbitos no trânsito contra 170 em 2009

Maior legado da EPTC é redução de acidentes com morte, avalia Cappellari
Maior legado da EPTC é redução de acidentes com morte, avalia Cappellari Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, está prestes a se despedir do órgão com a entrada da nova gestão na Prefeitura de Porto Alegre. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta segunda-feria, ele disse que seu maior legado é a redução no número de acidentes com morte. 

"Nós concluímos muitos processos, mas há muitas coisas que gostaríamos de ter feito e não saíram. Acho que os grandes desafios nós vencemos. Meu maior legado é a redução no número de mortes no trânsito da cidade. Em 2009, morreram 170 pessoas contra 94 em 2016", relatou Cappellari. 

Ao falar sobre a suposta falta de fiscalização no serviço de táxi, Cappellari argumentou que desde 2012 se preocupa com a qualidade do trabalho dos taxistas, quando o próprio prefeito José Fortunati demonstrou preocupação com o tema. "Nós estabelecemos um cronograma de qualificação do serviço de táxi. Mudamos a legislação em 2014 e agora acompanhamos cada motorista. Cassamos mais de 100 permissões e por isso estamos licitando 89 novos prefixos. Não há uma semana em que um ou dois táxis não são cassados por má conduta de motoristas ou permissionários", observou. 

Cappellari negou que tenha promovido uma perseguição aos serviços de transporte feitos por aplicativos. "Nunca persegui empresa alguma nesta cidade. Sempre trabalhamos dentro da legalidade e é assim em qualquer lugar do Brasil. Acho que com os aplicativos os permissionários se deram conta de que era necessário melhorar. Claro que há oportunismo porque a empresa ganha uma fortuna cobrando 25% na faturamento dos seus parceiros", disse. 

Ciclovias 

Cappellari lamentou que tenha encerrado seu ciclo à frente da EPTC sem ultrapassar a meta de 50 quilômetros de ciclovias prontos em Porto Alegre. "A nossa meta era fechar o ano com este número, mas não deu. A conjuntura econômica não permitiu", resumiu. "Mas o que fica é que a bicicleta veio para ficar e cada vez mais será utilizada em Porto Alegre. Poderíamos ter feito muito mais e foi uma lástima não ter concluído o trecho da Ipiranga", acrescentou.

O diretor-presidente da EPTC destacou que Porto Alegre não teve nenhuma menção em processos de licitação de ônibus investigados pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) e comentou que há muito por fazer pela modalidade de transporte. "Depois de alcançar o índice de 76% da frota com câmeras, a próxima fase é a implantação do GPS. O usuário vai saber quando o coletivo vai chegar na parada, inclusive por SMS. A ideia é colocar painéis nas paradas, mas quem determina isso é o poder público e todo investimento representa um custo. Ninguém vai comprar equipamentos sem ter contrapartida", salientou.