Com previsão para encerrar a greve somente depois do dia 11, a maioria dos professores não compareceu às escolas estaduais nesta quinta-feira. O Cpers/Sindicato ainda está discutindo com a categoria uma ampliação dos dias parados. Enquanto isso, os pais não têm levado os alunos para as aulas. Alguns colégios estão abertos funcionando parcialmente, com atividades promovidas pelos docentes que não aderiram ao movimento, outras instituições atendem a comunidade, mas sem ministrar as disciplinas.
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Grande parte das escolas está com cadeado nas portas e cartazes indicam o motivo da suspensão das aulas. A pauta dos professores e funcionários inclui o pagamento em dia dos salários e também investimentos na educação, além de retirada de projetos encaminhados à Assembleia Legislativa. No Colégio Estadual Inácio Montanha, uma corrente fechava o portão e os jornais dos dias parados acumulavam na entrada. Uma faixa dizia que a instituição estava na “peleia por uma educação pública de qualidade”.
A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, criticou a postura do governo estadual diante das manifestações dos servidores. “A postura continua muito ruim e demonstra uma insensibilidade. Além disso, ele (governador José Ivo Sartori) tenta vincular o projeto do aumento dos saques judiciais com a aprovação das outras matérias.” A dirigente estima que quase 100% da categoria aderiu ao movimento grevista. Ela atribuiu a adesão à insatisfação do funcionalismo.
A legislação prevê a carga horária mínima de 800 horas para o Ensino Fundamental e Ensino Médio noturno. No Ensino Médio diurno, os alunos possuem a carga horária mínima de 1 mil horas. As aulas precisam estar distribuídas em, no mínimo, 200 dias letivos. O calendário escolar terá que ser remanejado, mas grande parte das escolas ainda não começou a fazer o planejamento de como será a reposição das aulas.
Maioria dos professores segue sem comparecer às escolas
Cpers/Sindicato discute com a categoria uma ampliação dos dias parados