Dos 496 municípios gaúchos, 253 decretaram situação de emergência em menos de dois meses devido à sequência de vendavais, enxurradas, enchentes, chuva forte ou granizo. Do total de prefeituras, 25 tomaram a medida novamente neste ano, mesmo amparadas por decretos homologados desde novembro de 2009. O mau tempo atingiu, somente neste ano, 81 cidades e já deixou 2.766 pessoas fora de casa.
Relatório mais recente da Defesa Civil do Estado, divulgado na tarde desta segunda-feira, inclui seis novos municípios. Com a soma de Três Coroas, Marques de Souza, São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Pinhal Grande e Colorado, já são 46 cidades amparadas pelo decreto no Rio Grande do Sul só neste ano.
O Presidente da Confederação Nacional dos Municípios contesta a burocracia no repasse dos recursos públicos para a recuperação dos locais atingidos. Paulo Ziulkoski critica a atitude dos ministros que “visitam, sobrevoam as cidades afetadas, mas não mandam dinheiro para reconstruí-las”.
Municípios como Santo Antônio das Missões, amparados por decreto de dezembro de 2009, ainda aguardam repasse de recursos. Segundo o Vice-prefeito Renato Rubleski Ziquinatti, a prefeitura espera, desde 2007, verba de R$ 700 mil aprovada para recuperar casas e escolas danificadas pelo granizo.
O Chefe da Divisão de Convênios da Defesa Civil do Estado destaca que o sistema foi agilizado em 2008, quando entrou em vigor a transferência obrigatória de recursos. Segundo o Capitão Gustavo Martins, com a nova modalidade, as prefeituras primeiro encaminham relatórios para garantir o dinheiro e depois prestam contas do uso da verba.
Mais da metade do RS decreta emergência em dois meses
Dos 496 municípios gaúchos, 253 foram abalados por eventos climáticos