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Mais da metade dos brasileiros têm excesso de peso, diz IBGE

Pesquisa Nacional de Saúde apontou que 56,9% das pessoas têm IMC igual ou maior do que 25

Mais da metade dos brasileiros têm excesso de peso, diz IBGE
Mais da metade dos brasileiros têm excesso de peso, diz IBGE Foto : Samuel Maciel
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita em 2013 e divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), indica que mais da metade da população brasileira apresentou excesso de peso (56,9%). O índice indica, portanto, que cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram IMC igual ou maior do que 25, o que inclui os obesos. 

De acordo com o IBGE, índice também mostra uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2 %), sendo do sexo masculino (55,6%). Estes percentuais incluem os portadores de obesidade. Conforme a PNS, uma em cada quatro mulheres de 18 anos ou mais de idade (24,4%) era obesa em 2013, enquanto, entre os homens, o percentual era de 16,8%. Isso significa que essas pessoas tinham índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 30, obtido através da divisão do peso pelo quadrado da altura. A obesidade chegou a 32,2% nas mulheres com idade de 55 a 64 anos, contra 23,0% nos homens.

Contudo, nas mulheres, a partir da faixa etária de 35 a 44 anos a prevalência do excesso de peso (63,6%) ultrapassa a dos homens (62,3%), chegando a mais de 70% na faixa de 55 a 64 anos. A partir dos 65 anos de idade, observa-se um declínio da prevalência do excesso de peso, tanto no sexo masculino quanto no feminino, sendo mais acentuada nos homens, que na faixa etária de 75 anos e mais corresponde a 45,4% contra 58,3% do sexo feminino.

Circunferência da cintura aumentada

O IBGE relatou que em 2013 52,1% das mulheres tinham uma circunferência da cintura maior ou igual a 88 cm, o que caracteriza obesidade abdominal, 21,8% dos homens media 102 cm ou mais nessa parte do corpo. O excesso de gordura abdominal está associado ao risco de doenças cardiometabólicas, como obesidade, diabetes e hipertensão arterial.

Com relação à circunferência da cintura aumentada por grupos de idade, observa-se que conforme aumenta a idade ela tende a ficar mais elevada, tanto no sexo feminino quanto no masculino, ultrapassando 70,0% das mulheres acima de 55 anos de idade e a 35,0% no caso dos homens.

Três em cada dez bebês com menos de 2 anos tomam refrigerante

Quase 70% das crianças com menos de 2 anos de idade comiam biscoitos, bolachas ou bolo e 32,3% tomavam refrigerante ou suco artificial, em 2013, informou a Pesquisa Nacional de Saúde. Metade das que tinham nove meses ou mais estava em aleitamento materno de modo complementar. Foram consultados 64 mil domicílios no estudo, feito em parceira com o Ministério da Saúde.

Cerca de 76% das crianças com menos de 1 ano de idade tomaram pelo menos três doses da vacina tetravalente - que imuniza contra tétano, difteria, coqueluche e meningite. O percentual indica que - um em cada quatro bebês. com menos de 1 ano - não foi imunizado para essas doenças. A Região Sul registrou imunização mais elevada do que a média nacional (85,3%) e a área rural teve proporção superior à urbana (83,3% e 74,3% respectivamente).

A primeira consulta médica após o nascimento deve ser feita no período de até sete dias, como recomenda o Ministério da Saúde. No entanto, apenas 28,7% das crianças com menos de 2 anos foram consultadas pela primeira vez antes do oitavo dia após o nascimento. As unidades básicas de saúde foram os locais mais frequentes de atendimento (46,5%), seguidas de unidades particulares (26,4%) e hospitais públicos ou ambulatórios (16%).

Os testes do pezinho, da orelhinha e do olhinho para detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas foram realizados pela maioria dos bebês menores de 2 anos no país. Cerca de 71% das crianças nessa faixa etária fizeram o teste do pezinho em 2013. Já o teste da orelhinha foi feito em 56% dessa população no primeiro mês de vida. Cerca de 51% dos bebês com menos de dois anos fizeram o teste do reflexo vermelho – do olhinho.