A casa de Vantuil Pereira da Costa, onde moram sete pessoas, entre elas quatro crianças, corre o risco de desabar. “A minha casa pode cair a qualquer momento, levar tudo que está dentro e, inclusive, atingir as casas que estão em baixo e as do lado”, relatou. Ele levou para a rua alguns eletrodomésticos para evitar a perda, mas não conseguiu salvar tudo. “Tirei geladeira e mais alguma coisa que a vizinha deixou eu botar na casa dela, mas o resto ficou porque não tem como tirar. Não adianta deixar do lado de fora porque a chuva estraga”, lamentou.
Marco Antônio Gomes também está apreensivo com a situação em que se encontra a sua moradia. “A minha casa está toda rachada. Ela é colada à casa do Vantuil. A tendência é de caírem as três. O barro embaixo das colunas desabou”, explicou ressaltando que irá dormir na casa de parentes.
Na mesma rua mora Ironeide Carlos Teixeira. Ela saiu cedo da casa quando viu que a água começava a invadir a residência. “Acordei com o pessoal falando na rua, e vi que a minha cozinha estava entrando água. Aí peguei os documentos, com medo, e vim para a rua”, disse. Ironeide manifestava preocupação com o marido João Lopes do Santos que saiu às 4h para a obra onde trabalha e às 17h ainda não tinha voltado. Ela não sabia onde ia passar a noite.
Ainda no Complexo do Alemão, 23 famílias das localidades da Matinha e dos Mineiros foram desalojadas após deslizamento de terra. Todas as casas estão com risco de desabamento. A maioria dos moradores fez o registro na Vila Olímpica Carlos Castilho, na Estrada do Itararé, em uma das entradas da comunidade. A prefeitura orientou os moradores com casas em risco de desabamento para que se dirijam à Vila Olímpica e procurar as assistentes sociais e os agentes da Defesa Civil.