Mais de 200 enfermeiros do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) paralisaram por uma hora as atividades nesta quinta-feira. Os funcionários ficaram das 13h30min às 14h30min em frente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, na rua Francisco Trein, bairro Cristo Redentor, zona Norte de Porto Alegre. O protesto não acarretou em maiores transtorno para o complexo hospitalar, já que ocorreu no horário de almoço dos enfermeiros.
A ação teve o objetivo de chamar a atenção da direção para a diferença de tratamento entre os profissionais de nível médio e superior que atuam no hospital. Conforme a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul, Nelci Dias, não houve por parte da direção uma tentativa de diálogo. "Queremos uma mudança em relação a isso, mas até agora eles (direção) não aceitaram a ideia de fazer uma reunião para modificar esse quadro", afirmou.
O superintendente do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, ressaltou que trabalhadores têm direito à livre manifestação. No entanto, adiantou que os pleitos não serão atendidos. “Não posso dar tratamento igual aos diferentes”, comentou. Pereira explicou que houve a concessão de 40% de reajuste para 150 de um total de 1,3 mil médicos que trabalham no GHC. Apesar de serem rotineiros - trabalham diariamente nos hospitais do grupo -, esses 150 médicos tinham remuneração inferior aos demais. “Corrigimos uma distorção que havia e, desta forma, estabelecemos um salário idêntico para todos, inclusive para os que ingressarem futuramente”, frisou.
O superintendente argumentou que o GHC paga os melhores salários do Estado para os enfermeiros. “Os valores são tão atrativos que basta realizarmos um concurso público para termos até 15 mil inscritos”, comparou. Lembrou que o nível de responsabilidade de um médico é muito maior do que a de um enfermeiro. “Em caso de algum erro, os médicos são judicialmente responsabilizados”, disse.
O cálculo salarial também leva em consideração o tempo de formação de cada uma das categorias de nível superior que atuam na instituição. “A formação de um médico, por exemplo, ocorre em 9 mil horas/aula. Já a de um enfermeiro, em 4 mil horas/aula”, assinalou. Pereira disse que a paralisação não mudará os planos.
Conforme a assessoria de imprensa do grupo hospitalar, a média salarial de enfermeiros dos sete principais hospitais de Porto Alegre é de R$ 2.800, enquanto os trabalhadores do Conceição têm vencimentos no valor de R$ 4.200.
Mais de 200 enfermeiros do Hospital Conceição paralisam atividades por uma hora
Funcionários acreditam que há diferença de tratamento entre profissionais de nível médio e superior