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Mais de 300 famílias já foram removidas de bairro alagado no Rio

Dique que funcionava como barreira do Rio Muriaé rompeu

Dique que funcionava como barreira do Rio Muriaé rompeu
Dique que funcionava como barreira do Rio Muriaé rompeu Foto : Gerson Gomes / Prefeitura de Campos / CP
Mais de 300 famílias já foram removidas da localidade de Três Vendas, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. A localidade foi alagada após o rompimento de um dique na rodovia BR-356, que funcionava como uma barreira para conter as águas da enchente do Rio Muriaé, em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela assessoria da prefeitura.

As pessoas removidas estão sendo encaminhados para o Ciep Luiz Carlos de Lacerda, em Travessão, e para a Escola Municipal Albertina Venâncio.

De acordo com a prefeitura, no trabalho de remoção das famílias a Secretaria de Serviços Públicos tem o apoio da Defesa Civil do estado e da do município, além da colaboração de homens do Exército e do Corpo de Bombeiros. Vinte caminhões foram disponibilizados para os trabalhos. A Secretaria de Assistência Social está cadastrando as famílias desalojadas no programa social da prefeitura Morar Feliz.

A Defesa Civil do estado montou 250 barracas para acomodar os desabrigados, cada uma com capacidade para até seis pessoas. Uma escola também foi disponibilizada em Cardoso Moreira para receber parte dos desalojados, da cidade vizinha. A água deve atingir a comunidade esta noite, por volta das 20h. Cerca de 1,2 mil famílias vivem no bairro – aproximadamente 4 mil pessoas.

De acordo com o secretário de estado de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, “esta foi à ação mais contundente do governo do estado, coordenada com a prefeitura de Campos, para mobilizar todos os esforços a fim de retirar as pessoas que estão nas áreas de risco”.

O secretário, que fez um sobrevoo na região, disse “que em uma análise mais abrangente, nas áreas mais altas, os rios começaram a baixar e as cidades vão voltando à normalidade. Mas as cidades mais baixas ainda sofrem com as águas chegando em grande volume. O importante é que a pronta ação integrada do governo e das prefeituras, com toda a sua estrutura em saúde, assistência social defesa civil e obras, permitiu uma plena assistência à população afetada nas regiões norte e noroeste, com a distribuição de alimentos não perecíveis, colchonetes e outros itens”.

Três cidades ainda continuam em situação de emergência: Cardoso Moreira, na região norte; e Italva e Laje do Muriaé, no noroeste fluminense. Em Laje do Muriaé, de acordo com a Defesa Civil, o nível da água do Rio Muriaé baixou 1 metro e 20 centímetros e continuará diminuindo 5 centímetros por hora. Espera-se que não haja mais pontos de alagamentos na cidade até amanhã. Assim, será possível o início do trabalho de limpeza e higienização da região.

Segundo o coronel Luiz Guilherme, um dos coordenadores do Centro de Comando e Controle montado pela Defesa Civil em Itaperuna, seis caminhões da Defesa Civil com donativos diversos, como cestas básicas, barracas, material de higiene, roupas de cama e água potável já chegaram à região. Mais cinco caminhões saíram hoje (5) do da capital fluminense e devem chegar agora à noite às regiões atingidas pelas enchentes. Além disso, seis caminhões chegaram com materiais diversos e alimentos doados pela Cruz Vermelha.

Segundo o último balanço, divulgado esta tarde, o número de desalojados pelas chuvas já passa de 29.900 e o de desabrigados chega a 1,997, no norte e noroeste do estado. Até agora, foi registrado apenas uma morte, na cidade de Laje do Muriaé.


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