Geral

Mais de 300 professores municipais fazem paralisação em Gravataí

Prefeito Marco Alba afirma que reajuste proposto está dentro da realidade orçamentária e prometeu tomar medidas legais

Grupo se reuniu para debater contraproposta no salão da Igreja Matriz
Grupo se reuniu para debater contraproposta no salão da Igreja Matriz Foto : Fernanda Bassôa / Especial CP
Mais de 300 professores da rede municipal de Gravataí pararam as atividades, na tarde desta terça-feira, em protesto pela falta de negociação sobre o reajuste de 8,34% parcelado com o governo Marco Alba. A concentração dos trabalhadores em educação aconteceu no salão da Igreja Matriz, por volta das 13h, onde também se deram debates sobre Projetos de Lei que tramitam na esfera nacional e que poderão interferir diretamente na vida do servidor municipal.

De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí, Vitalina Gonçalves, durante o encontro a categoria elencou uma série de fatores e ponderações que farão parte de uma nova contraproposta. “Avançaremos no sentido de evitar novas restrições de direitos e impedir novos ataques provenientes do governo. É preciso pontuar que, além das perdas inflacionárias acumuladas desde 2014, também temos esbarrado no sucateamento das escolas, com sérios problemas de infraestrutura e falta de material.” No final da tarde, os professores seguiram em caminhada até a Câmara de Vereadores.

O prefeito Marco Alba disse, através de sua assessoria, que não há dados oficiais de professores paralisados e/ou alunos sem aulas. A Administração salientou que, assim que os registros forem oficializados, medidas legais e cabíveis serão tomadas. Com relação a novas negociações sobre o reajuste salarial e a integralidade do pagamento, segundo a prefeitura, o índice e a forma de pagamento foram determinados de acordo com a realidade orçamentaria do município. Novas paralisações estão programadas para os dias 8, 16 e 24 de junho.