Uma das principais necessidades das concessionárias era um espaço onde os colaboradores pudessem utilizar o banheiro e, com o documento, será permitida a construção de sanitários. “Todo mundo vai ganhar com esse decreto: os profissionais e a sociedade”, resumiu o prefeito José Fortunati. Para ele, as áreas públicas são os locais mais democráticos da cidade.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, explicou que o projeto não demandará nenhum recurso da prefeitura. “As empresas se responsabilizarão pela manutenção e esse gasto pode ser alocado para outras praças”, comentou. De acordo com ele, a administração não tem dificuldade em encontrar apoiadores para adotar parques no Centro da Capital. “Essa iniciativa vai favorecer os pontos na periferia da cidade”, ressaltou. Além disso, o secretário destacou que a população poderá ser transportada por trabalhadores que atuam em condições dignas. “Eles dependiam da comunidade para utilizar o banheiro”, comentou.
De acordo com as empresas, aproximadamente 8 mil colaboradores serão beneficiados. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Júlio Bala, avaliou que os motoristas e cobradores trabalhão mais satisfeitos. Entre as condições para a adoção, estão a preservação das árvores, dos gramados, dos equipamentos e das edificações existentes. O termo também exige o recolhimento diário dos resíduos gerados.
A cerimônia de assinatura do decreto contou com a participação do secretário do Gabinete de Assuntos Especiais (GAE), Edemar Tutikian, do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, e dos representantes das empresas privadas de transporte coletivo Sistema de Transportador Sul (STS), União da Bacia do Sudeste Leste (Unibus) e Consórcio Conorte.