A paralisação começou na última segunda-feira e integra uma mobilização nacional das universidades federais. Segundo a coordenadora-geral da Associação dos Servidores da Ufrgs (Assufrgs), Bernadete Menezes, as reivindicações dos profissionais estão sendo negociados com o Ministério do Planejamento, que tem adiado as mesas de negociações. Além disso, ela lembrou que mais de 16 universidades federais já aderiram ao movimento nacionalmente e que esse número deverá ser ampliado nos próximos dias. “As universidades federais são consideradas as melhores do país. Isso porque têm alunos e professores. Mas também porque há trabalhadores que se dedicam fielmente ao serviço e que sempre são esquecidos e ignorados”, afirmou ela.
Como ainda não há data definida para nova rodada de negociações a tendência é de que a greve permaneça. Assim, os alunos e professores deverão começar a sentir os problemas, em especial nos serviços de laboratório e biblioteca.
Entre as premissas de negociação com o Ministério do Planejamento estão a apresentação de recursos orçamentários no piso da tabela salarial. Além disso, querem a inclusão no orçamento de 2011 de recursos para o reajuste salarial, a reposicionamento dos aposentados, isonomia salarial e de benefício auxílio-alimentação. Os trabalhadores pedem o fim da terceirização e solicitação de que sejam abertos concursos públicos.
Está previsto para amanhã novo ato de mobilização dos servidores. Desta vez, será no Campus do Vale, na avenida Bento Gonçalves. A ideia é ampliar a adesão à paralisação.