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Mais de 600 pessoas foram atropeladas na Capital em 2011

No Dia do Pedestre, EPTC orienta população para os riscos no trânsito

Pedestres também precisam estar atentos
Pedestres também precisam estar atentos Foto : Mauro Schaefer
Nos seis primeiros meses do ano, 625 pessoas foram atropeladas no trânsito de Porto Alegre. Apesar de elevado, o número é 16% inferior às ocorrências contabilizadas em igual período de 2010, quando foram registrados 747 atropelamentos. Para marcar o Dia do Pedestre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) realizou, nesta segunda-feira, uma ação no Centro da Capital para orientar a população para os riscos no trânsito, como atravessar fora da faixa e falar ao celular durante as travessias.

De acordo com os dados divulgados pela EPTC nesta segunda-feira, também houve queda na quantidade de vítimas fatais. No ano passado, foram 32 óbitos. Já entre janeiro e junho de 2011 ocorreram 26 mortes. O maior número de atropelamentos foi registrado em maio: 131 casos.

A coordenadora da Equipe de Educação para o Trânsito da EPTC, Léa Bittencourt, ressaltou que as estatísticas sinalizam para um melhor comportamento dos condutores no trânsito. “Todo motorista é pedestre, mas nem todo pedestre é motorista”, assinalou ela, acrescentando que a Campanha do Novo Sinal de Trânsito produz bons resultados.

Léa assegurou que os condutores estão respeitando o sinal e as pessoas atravessam menos fora da faixa.
Segundo ela, os pedestres também devem adotar medidas preventivas para evitar os acidentes. “É desaconselhável atravessar entre automóveis, pois alguns motociclistas têm o hábito de cortar o caminho e podem gerar um acidente”, declarou. Outro hábito que se tornou comum é fazer uso do telefone celular no momento de realizar a travessia. “É tão perigoso quanto dirigir e conversar no telefone”, disse.

Os agentes da EPTC também aconselham atenção especial nas proximidades dos corredores de ônibus. “A pressa para não perder o coletivo gera uma desatenção perigosa. As pessoas atravessam a rua olhando apenas para um lado e, agindo desta forma, correm riscos desnecessários. Léa enfatizou que o respeito pela vida deve vir primeiro. Utilizar a faixa e andar na calçada são algumas boas dicas para evitar acidentes.

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